3.Como É Deus?
Porventura desvendarás os arcanos de
Deus?
Jó, 11:7
QUEM é Deus? Como é Ele? Como podemos
ter certeza de
que Ele existe? Quando foi que
surgiu? Podemos conhecê-Lo?
Todos já fizeram estas perguntas,
seja em voz alta, seja para
si mesmos, pois não conseguimos olhar
o mundo ao nosso redor
sem nos questionarmos sobre a sua
criação. Deparamo-nos dia-adia
com o milagre da vida e o mistério da
morte, com a glória das
árvores floridas, a magnificência do
céu pontilhado de estrelas, a
imponência das montanhas e do mar.
Quem criou tudo isto?
Quem concebeu a lei da gravidade, que
mantém tudo em seus
lugares? Quem fez o dia e a noite e a
seqüência regular das
estações? E a infinitude do universo?
Podemos com honestidade
acreditar, como alguém escreveu, que
"Isso é tudo que existe,
existiu e existirá sempre"?
A única resposta possível é que todas
estas coisas e muitas
mais são obra de um Criador Supremo.
Assim como um relógio
tem um desenhista, nosso universo
também teve um Grande
Desenhista. Nós o chamamos de Deus. É
um nome com o qual
toda a espécie humana está
familiarizada. Desde a mais tenra
infância, nós murmuramos Seu nome. A
Bíblia declara que o Deus
de quem falamos, o Deus que louvamos,
o Deus "de quem fluem
todas as bênçãos!" é o Deus que
criou este mundo e nos colocou
nele. Nossa exploração do espaço
seria impossível em um universo
que não fosse regido pelas leis de
Deus.
Um homem sábio como Benjamin Franklin
afirmou: "Vivo há
muito tempo, e, quanto mais vivo,
mais vejo provas convincentes
de que Deus intervém nas questões
humanas." Um outro homem
sábio, Blaise Pascal, escreveu:
"Se um homem não é feito para
Deus, por que só se sente feliz em
Deus? Se o homem é feito para
Deus, por que se opõe a Deus?"
Este é o nosso dilema.
Mas "Quem é Ele?", pergunta
você. "Onde está Ele?" Sabemos
que Ele existe. Nós O invocamos nas
horas de necessidade e
provação. Alguns procuram deixar a
presença Dele preencher todos
os momentos da vida. Outros dizem que
não acreditam Nele,
que Ele não existe. E ainda outros
dizem "Explique-O para mim e
talvez eu O aceite."
Para aqueles que, neste momento
crucial da história do mundo,
estão se perguntando "Como é
Deus?", já foi afirmado com
simplicidade: Deus é como Jesus
Cristo. Da mesma forma que Jesus
veio ao mundo para tornar Deus
visível à humanidade e nos
redimir, assim, ao subir aos céus,
Ele enviou o Espírito Santo para
habitar os crentes e permitir-lhes
viver de modo a tornar Cristo
visível a um mundo descrente.
Se é assim que você se sente, se toda
a sua vida você ouviu
falar de Deus e falou de Deus, mas
esperou que alguém explicasse
Deus a você antes de depositar sua fé
Nele e somente Nele,
vejamos com que exatidão a Bíblia nos
fornece uma descrição
concreta.
Como É Deus?
Neste momento crucial da história do
mundo, todos deveriam
estar buscando uma resposta à
pergunta "Como é Deus?". Todos
deveriam perguntar e todos deveriam
ter certeza absoluta da
resposta. Todos deveriam saber, sem
sombra de dúvida, com
exatidão, quem é Deus e o que Ele é
capaz de realizar. Diz a Bíblia:
"Porquanto o que de Deus se pode
conhecer é manifesto entre eles,
porque Deus lhes manifestou
"(Romanos, 1:19).
É a falta do conhecimento de Deus e a
recusa do homem de
obedecê-Lo que se encontram na raiz
de todos os problemas que
nos afligem. É a confusão do homem
sobre os desígnios de Deus,
que mantém o mundo no caos. É a
relutância do homem em
aprender a obedecer às leis de Deus
que coloca esta pesada carga
em nossas almas. Portanto, vamos
aprender tudo o que pudermos
sobre Ele.
Onde devemos procurar este
conhecimento? Quem entre nós
pode nos dizer a verdade? Não somos
todos aqui criaturas finitas?
Teria Deus designado alguma pessoa
aqui na Terra para falar Dele
com autoridade definitiva? Não — o
único Homem que poderia
fazer isto viveu há dois mil anos, e
nós O crucificamos! Como,
então, podemos descobrir?
Podemos perguntar aos eruditos, e
eles talvez nos digam que
Deus é a expressão de tudo na
natureza e na vida, que todos os
seres vivos estão integrados em Deus,
que a própria vida é uma
expressão da Sua Divindade. Eles lhe
dirão que é possível ver Deus
na menor gotícula de água e na imensa
abóbada celeste.
Pergunte a um filósofo, e ele lhe
dirá que Deus é a força primeira
e imutável na origem de toda criação,
que Ele é o Dínamo
Mestre que mantém todos os mundos em
movimento — que Ele é a
Força sem princípio nem fim. O
filósofo dirá que cada parcela de
vida e beleza que vemos é uma
manifestação desta força que flui
do Dínamo em uma corrente
interminável, e a ele retorna.
Continue perguntando, e talvez lhe
digam que Deus é absoluto,
que Ele é tudo, e que não é possível
saber mais nada a Seu respeito.
Existem muitas definições distintas
de Deus. O Dr. Akbar
Haqq diz que, originalmente, todas as pessoas
tinham uma concepção
monoteísta de Deus. Cada país, cada
raça, cada família, cada
indivíduo tem tentado explicar o Ser
Supremo na origem do universo.
Homens de todas as épocas tentaram
descobrir o Criador, cuja
obra viam, mas a quem não conheciam.
Qual destas muitas teorias
devemos aceitar? Por qual destas
autoridades que se autonomeiam
devemos nos orientar?
Como já vimos no capítulo anterior,
Deus revelou-Se no Livro
chamado Bíblia. Na Bíblia temos uma
revelação de Deus — e com
base nela, podemos satisfazer nossas
mentes e saciar nossos corações.
Podemos ficar seguros de que temos a
resposta certa, de que
estamos a caminho do conhecimento e
do entendimento da verdadeira
natureza de Deus.
Deus revela-Se de centenas de formas
na Bíblia, e, se a lêssemos
com atenção e regularidade como lemos
os jornais diários, estaríamos
tão familiarizados com ela e bem
informados a respeito de
Deus, como estamos acerca dos feitos
do nosso jogador favorito
durante o campeonato de futebol!
Assim como um diamante tem muitas
facetas, existem numerosos
aspectos da revelação de Deus que
encheriam muitos
volumes até serem esgotados. Basta
dizer que, no espaço limitado
de que dispomos, podemos cobrir
quatro aspectos da revelação de
Deus que parecem ser os mais
importantes, e que deveríamos
sempre ter em mente.
"Deus É Espírito"
Primeiro: a Bíblia declara que Deus é
Espírito.
Jesus,
dirigindo-
se à mulher no Poço de Sicar, fez
esta afirmação direta sobre
Deus: "Deus é espírito"
(João, 4:24).
Que pensamento lhe ocorre quando ouve
a palavra espírito?
Que
imagem vem à sua mente? Você pensa num fiapo de fumaça
vagando pelo céu? Será que espírito significa aquelas
coisas que
assustam as crianças no Dia das
Bruxas? Será que espírito é
apenas um nada informe para você?
Acha que seria aquilo que
Jesus exprimiu quando disse "Deus
é espírito"?
Para descobrir o que
"espírito" é de fato, e o que Jesus quis
dizer quando usou esta palavra
específica, devemos nos remontar
à cena na Bíblia em que Cristo diz,
após a ressurreição: "Apalpaime
e verificai, porque um espírito não
tem carne nem ossos como
vedes que eu tenho" (Lucas,
24:39). Portanto, podemos ter certeza
de que o espírito não tem corpo. Ele é o
oposto
de
corpo. No entanto,
ele tem vida e poder. Isto é difícil
de entender, porque o fazemos
com nossas mentes limitadas e finitas.
Como seres humanos privados da visão
ilimitada que Deus
antes pretendera que Suas criaturas
tivessem, não podemos
compreender a glória e a magnitude do
espírito que se encontra tão
distante de nós. Quando ouvimos a
palavra "espírito", de imediato
tentamos reduzi-la ao nosso tamanho
insignificante, fazê-la
enquadrar-se na esfera de nossas
mentes tacanhas. É como tentar
explicar a extensão, a majestade e a
grandeza assombrosa do
oceano a uma pessoa que nunca viu uma
porção de água maior do
que uma poça de lama! Como pode tal
pessoa imaginar a
imensidão do mar? Como pode tal
pessoa, olhando uma poça rasa
e escura, imaginar as profundezas
impenetráveis, a vida misteriosa,
a força das vagas, o movimento
incessante, a crueldade da
tempestade oceânica ou a extraordinária
beleza da calmaria? Como
poderia alguém que tivesse visto
apenas uma poça de lama saber
do que você estava falando? Que
palavras você poderia usar para
descrever com presteza a imensidão do
mar? Como poderia fazer
alguém acreditar que tal maravilha
existe de fato?
Como é tão mais difícil
compreendermos o significado das palavras
de Jesus, quando Ele disse:
"Deus é espírito." Jesus sabia!
Sua mente não era limitada como a
nossa. Seus olhos não estavam
presos à poça de lama da vida.
Conhecia muito bem o alcance infinito
do espírito e veio tentar nos
proporcionar alguma compreensão
de Sua capacidade, consolo e
paz.Sabemos de fato que o
espírito não é algo confinado em um
corpo. O espírito não é usável
como um corpo. O espírito não é
mutável como um corpo. A Bíblia
afirma que Deus é um Espírito — que
não está limitado ao corpo;
que não está limitado à forma; não
está limitado a contornos nem
vínculos; Ele é absolutamente
imensurável e indiscernível por
olhos que vêem apenas o mundo físico.
A Bíblia nos diz que, por
não estar sujeito a estas limitações,
Ele pode estar em todos os
lugares ao mesmo tempo — que Ele pode
ouvir tudo, ver tudo e
saber de tudo.
Não somos capazes disto e, assim,
tentamos limitar Deus às
nossas limitações. Tentamos negar a
Deus o poder de fazer as
coisas
que não podemos fazer. Tentamos dizer
que, se não podemos
estar em todos os lugares ao mesmo
tempo, Deus também não
pode! Parecemos alguém que, tendo
ouvido falar no oceano, enfim
encaminha-se para a praia um dia e,
chegando à beira da água,
apanha algumas gotas segurando-as com
as mãos em concha.
"Ah," exclama, "enfim
consegui ser dono do oceano! Eu o
seguro em minhas mãos, eu o
possuo!" Certo, ele possui de fato
uma parte do oceano, mas, naquele
mesmo momento, outras pessoas
em mil outras praias podem estar
estendendo as mãos e
reivindicando algumas gotas do oceano
para si. Milhões de pessoas
no mundo poderiam chegar à praia e
estender as mãos para
enchê-las de água do mar. Cada uma
poderia apanhar quanta
água quisesse, quanta água
necessitasse — e, ainda assim, o
oceano permaneceria inalterado. Sua
imensidão e poder seriam os
mesmos, a vida em suas profundezas
insondáveis continuaria
inalterada, embora tivesse suprido as
necessidades de cada pessoa
que estivesse com as mãos estendidas
ao longo de suas muitas
praias.
Assim acontece com Deus. Ele pode
estar em todos os lugares
ao mesmo tempo, ouvindo as preces de
todos os que O invocam em
nome de Cristo; realizando os portentosos
milagres, que fazem com
que as estrelas continuem em seus
lugares, as plantas brotem da
terra e os peixes nadem no mar. Não
há limite para Deus. Não há
limite para Sua sabedoria. Não há
limite para Seu poder. Não há
limite para o Seu amor. Não há limite
para Sua misericórdia.
Se esteve tentando limitar Deus —
pare! Não tente confinar
Deus nem Suas obras a um único lugar
ou esfera. Você não tentaria limitar o oceano. Você não pode limitar o
universo. Você
não teria a ousadia de tentar alterar
o curso da lua, nem deter a
terra enquanto ela gira em seu eixo!
É tão mais tolo ainda tentar
limitar o Deus que criou e controla
todas estas maravilhas!
Sou para sempre grato à minha mãe por
muitas coisas, mas
uma das bênçãos mais duradouras que
ela trouxe à minha vida foi
me ensinar no catecismo, aos dez
anos, que "Deus é um Espírito,
infinito, eterno e imutável em Sua
natureza, sabedoria, poder,
santidade, justiça, bondade e
verdade." Esta definição de Deus me
acompanhou a vida toda, e quando um
homem sabe no íntimo que
Deus é um Espírito infinito, eterno e
imutável, isto ajuda a vencer
a tentação de querer limitá-Lo. Ajuda
a superar todas as dúvidas
sobre Sua capacidade de realizar
coisas que não podemos realizar!
Aqueles que duvidam que a Bíblia seja
a verdadeira Palavra de
Deus, duvidam porque relutam em
atribuir a Deus qualquer coisa
que elas próprias não possam
realizar. Se você tem alguma dúvida
sobre a inspiração da Bíblia, volte e
torne a olhá-la. Olhe-a da
perspectiva de alguém que esteve
fitando uma poça de lama toda a
vida e que, pela primeira vez, está
diante do oceano! Talvez só
agora você esteja vislumbrando pela
primeira vez o poder ilimitado
de Deus. Talvez só agora você esteja
começando a entendê-Lo pelo
que de fato é. Pois se Deus é o
Espírito que Jesus declara que é,
não há problema quanto à Sua
sabedoria nas questões humanas,
não há problema quanto à inspiração
divina dos homens que
escreveram a Bíblia. Tudo se encaixa
no lugar, quando você
compreende quem e o que Deus
realmente é.
Deus É uma Pessoa
Segundo: a Bíblia revela-O como uma Pessoa. Lemos em toda
a Bíblia: "Deus ama,"
"Deus diz," "Deus faz". Tudo que atribuímos
a uma pessoa é atribuído a Deus. Uma
pessoa é alguém que sente,
pensa, quer, deseja e possui todas as
expressões da personalidade.
Aqui na terra, restringimos a
personalidade ao corpo. Nossas
mentes finitas não concebem a
personalidade que não se manifeste
através de carne e ossos. Sabemos que
nossas próprias
personalidades não estarão sempre
envoltas pelos corpos que
agora habitam. Sabemos que, na hora
da morte, nossas
personalidades deixarão nossos corpos
e seguirão para os destinos
que as aguardam. Sabemos tudo isto —
no entanto, é difícil aceitar.
Que grande revelação seria, se pudéssemos
compreender que
a personalidade não tem que estar
identificada com um ser físico.
Deus não está limitado por um corpo,
porém é uma Pessoa. Ele
sente, pensa, ama, perdoa,
solidariza-se com os problemas e as
dores que enfrentamos.
Deus É Santo e Justo
Terceiro: a Bíblia declara que Deus
não é apenas um Espírito
e uma Pessoa, mas também um Ser Santo e Justo.
Desde
o Gênese
até o Apocalipse, Deus revela-Se um
Deus Santo. Ele é
integralmente perfeito e absoluto em
todos os detalhes. Ele é santo
demais para tolerar o homem pecador,
santo demais para suportar
uma vida de pecado.
Se pudéssemos visualizar a verdadeira
imagem de Sua justiça
grandiosa, que diferença haveria em
nosso modo de vida como indivíduos
e como nações! Se pudéssemos ao menos
compreender o
tremendo abismo que separa o homem
iníquo da justiça perfeita de
Deus! As Escrituras declaram que Ele
é a Luz na qual não existe
nenhuma escuridão — o único Ser
Supremo sem falha nem imperfeição.
Aqui temos de novo um conceito de
difícil compreensão para
o homem imperfeito. Nós, cujos
defeitos e fraquezas são evidentes
em toda parte, mal podemos imaginar a
santidade irresistível de
Deus — mas precisamos reconhecê-la se
quisermos entender e
aproveitar a Bíblia.
O abismo que separa o homem
imperfeito do Deus perfeito é
enfatizado em todas as Escrituras
Sagradas. Podemos vê-lo na
divisão do Tabernáculo do Velho
Testamento e do Templo do Novo
Testamento na Terra Santa e na
maioria dos lugares Sagrados. Ele
está salientado na prescrição da
oferenda que deverá ser trazida
caso um pecador se aproxime de Deus.
Está sublinhado por um
sacerdócio especial que serve de
mediador entre Deus e as pessoas.
Está enfatizado pelas leis relativas
à impureza no Levítico.
Podemos vê-lo nas muitas festas de
Israel, pelo isolamento de
Israel na Palestina. A Santidade de
Deus regula todos os outros
princípios de Deus.
As Escrituras declaram que Seu trono
assenta-se em Sua
santidade. Porque Deus é santo e o
homem profano, é que existe
uma distância tão grande entre Deus e
o pecador impenitente. A
Bíblia nos diz que nossas iniqüidades
nos separam de Deus —
separam-nos tanto que Seu rosto nos é
ocultado e Ele não quer
nos ouvir quando chamamos. "Se
eu no coração contemplar a
vaidade," diz o salmista,
"o Senhor não me teria ouvido" (Salmos,
66:18). Por outro lado, o salmista
diz: "Os olhos do Senhor
repousam sobre os justos, e os seus
ouvidos estão abertos ao seu
clamor... Ele acode a vontade dos que
o temem; atende-lhes ao
clamor e os salva" (Salmos,
34:15; 145:18-19).
Deus é puro demais para considerar o
mal com aprovação, o
que significa que Ele é santo demais
para ter qualquer ligação com
o pecado. Antes de o pecado se
instaurar na espécie humana,
Deus e o homem desfrutavam de boas
relações entre si. Agora
essas relações estão rompidas, e toda
comunicação entre Deus e o
homem é inviável sem a participação
de Jesus Cristo. É somente
através de Jesus Cristo que o homem
pode restabelecer suas
relações com Deus. Há quem diga que
todos os caminhos levam a
Deus. Porém, Jesus disse: "Eu
sou o
caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João,
14:6). Disse também:
"Eu sou a porta. Se alguém
entrar por mim, será salvo; entrará e
sairá e achará pastagem" (João,
10:9).
O homem é pecador, incapaz de alterar
sua posição, incapaz
de alcançar o ouvido puro de Deus, a
menos que clame com
sinceridade por misericórdia. O homem
teria permanecido perdido
para sempre se Deus, em Sua infinita
misericórdia, não tivesse
enviado Seu Filho à terra para
transpor este abismo.
É na santidade de Deus que
encontramos a razão para a
morte de Cristo. Jesus era o único o
suficiente bom, o suficiente
puro e o suficiente forte para
carregar os pecados do mundo inteiro.
A santidade de Deus exigia a pena
mais rigorosa para o pecado, e
Seu amor determinou que Jesus Cristo
pagasse esta pena e
oferecesse a salvação. Porque o Deus
que adoramos é um Deus
puro, um Deus sagrado, um Deus justo
e virtuoso, Ele nos enviou
Seu único Filho para tornar possível o
nosso acesso a Ele. Mas se
desprezamos a ajuda que Ele enviou,
se deixamos de obedecer às
leis por Ele estabelecidas, não
podemos clamar por misericórdia,
quando o castigo que merecemos recair
sobre nós!
"Deus É Amor"
Quarto: Deus é Amor. Porém, como acontece
com os outros
atributos de Deus, muitas pessoas que
não lêem a Bíblia são
incapazes de reconhecer o significado
das Escrituras quando dizem:
"Deus é amor" (1 João,
4:8).
Nem sempre temos certeza do que
queremos dizer quando
usamos o termo amor. Esta palavra
tornou-se uma das mais
amplamente desvirtuadas de nossa
língua. Usamos a palavra amor
para descrever as mais desprezíveis,
assim como as mais sublimes
relações humanas. Dizemos que
"amamos" viajar; "amamos" comer
bolo de chocolate; "amamos"
o carro novo ou a padronagem do
papel de parede de nossa casa. Ora,
nós até dizemos que
"amamos" nosso próximo —
mas a maioria diz por dizer, e aí
termina o amor! Não é de admirar que
não tenhamos uma idéia
muito clara do que a Bíblia exprime,
quando diz: "Deus é Amor."
Não cometa o erro de pensar que
porque Deus é amor, tudo
será bom, belo e feliz, e que ninguém
será punido por seus
pecados. A santidade de Deus exige
que todo pecado seja punido,
mas o amor de Deus oferece o
propósito e o meio de redenção ao
pecador. O amor de Deus forneceu a
cruz de Jesus, pela qual o
homem pôde obter o perdão e a
purificação. Foi o amor de Deus
que enviou Jesus Cristo para a cruz!
Nunca questione o grande amor de
Deus, pois ele é uma
parte tão imutável de Deus quanto a
Sua santidade. Por mais
terríveis que sejam seus pecados,
Deus o ama. Não fosse pelo amor
de Deus, nenhum de nós jamais teria a
perspectiva de uma vida
futura. Porém, Deus é amor! E Seu
amor por nós é eterno! "Mas
Deus prova o seu próprio amor para
conosco, pelo fato de ter
Cristo morrido por nós, sendo nós
ainda pecadores" (Romanos,
3:8).
As promessas do amor e perdão de Deus
são tão reais, tão
certas, tão positivas, quanto podem
torná-las as palavras humanas.
Mas ao se descrever o oceano, sua
beleza total não pode ser
compreendida até que seja de fato
contemplada. O mesmo
acontece com o amor de Deus. Até que
você realmente o aceite, até
que realmente o vivencie, até que
realmente experimente a
verdadeira paz com Deus, ninguém pode
descrever-lhe suas
maravilhas.
O Amor
O amor não é algo que se consiga com
a mente. Sua mente
finita não é capaz de abarcar uma
coisa tão grande quanto o amor
de Deus. Sua mente talvez tenha
dificuldade de explicar como é
que uma vaca preta pode comer capim
verde e dar leite branco —
mas você bebe o leite e se sente
alimentado. Sua mente não pode
compreender todos os processos
intricados que ocorrem, quando
se planta uma sementinha chata que
produz uma enorme
herbácea com saborosas melancias
vermelhas e verdes — mas você
as come e aprecia! Você não entende o
rádio, mas o ouve. Sua
mente não consegue explicar a
eletricidade que talvez esteja
gerando a luz sob a qual você lê
neste exato momento — mas você
sabe que ela existe e que está
tornando possível a sua leitura!
Você tem que receber Deus pela fé —
pela fé em Seu Filho,
Nosso Senhor Jesus Cristo. E quando
isto acontece, não há lugar
para dúvidas. Não tem que perguntar
se Deus está ou não em seu
coração, você pode sabê-lo.
Sempre que alguém me pergunta como
posso ter tanta
certeza de quem e o que Deus é de
fato, lembro-me da história do
menino que soltava pipa. Era um ótimo
dia para soltar pipas, o
vento soprava forte, e grandes nuvens
redondas deslocavam-se
pelo céu. A pipa subia cada vez mais
alto, até que foi por inteiro
encoberta pelas nuvens.
— Que está fazendo? — perguntou um
homem ao menino.
— Estou soltando pipa — respondeu
ele.
— Soltando pipa, é? — disse o homem.
— Como é que você
tem certeza disso? Não pode ver sua
pipa.
— Não — disse o menino —, não estou
vendo, mas de vez em
quando sinto um puxão e aí tenho
certeza que ela está lá!
Não deixe que ninguém lhe diga onde
está Deus. Descubra-O
por si mesmo, e então também saberá
por aquele maravilhoso e reconfortante
puxão nas cordas de seu coração que
Ele está lá com
toda a certeza.
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