domingo, 1 de janeiro de 2012

.Como É Deus?


3.Como É Deus?

Porventura desvendarás os arcanos de Deus?

Jó, 11:7

QUEM é Deus? Como é Ele? Como podemos ter certeza de

que Ele existe? Quando foi que surgiu? Podemos conhecê-Lo?

Todos já fizeram estas perguntas, seja em voz alta, seja para

si mesmos, pois não conseguimos olhar o mundo ao nosso redor

sem nos questionarmos sobre a sua criação. Deparamo-nos dia-adia

com o milagre da vida e o mistério da morte, com a glória das

árvores floridas, a magnificência do céu pontilhado de estrelas, a

imponência das montanhas e do mar. Quem criou tudo isto?

Quem concebeu a lei da gravidade, que mantém tudo em seus

lugares? Quem fez o dia e a noite e a seqüência regular das

estações? E a infinitude do universo? Podemos com honestidade

acreditar, como alguém escreveu, que "Isso é tudo que existe,

existiu e existirá sempre"?

A única resposta possível é que todas estas coisas e muitas

mais são obra de um Criador Supremo. Assim como um relógio

tem um desenhista, nosso universo também teve um Grande

Desenhista. Nós o chamamos de Deus. É um nome com o qual

toda a espécie humana está familiarizada. Desde a mais tenra

infância, nós murmuramos Seu nome. A Bíblia declara que o Deus

de quem falamos, o Deus que louvamos, o Deus "de quem fluem

todas as bênçãos!" é o Deus que criou este mundo e nos colocou

nele. Nossa exploração do espaço seria impossível em um universo

que não fosse regido pelas leis de Deus.

Um homem sábio como Benjamin Franklin afirmou: "Vivo há

muito tempo, e, quanto mais vivo, mais vejo provas convincentes

de que Deus intervém nas questões humanas." Um outro homem

sábio, Blaise Pascal, escreveu: "Se um homem não é feito para

Deus, por que só se sente feliz em Deus? Se o homem é feito para

Deus, por que se opõe a Deus?" Este é o nosso dilema.

Mas "Quem é Ele?", pergunta você. "Onde está Ele?" Sabemos

que Ele existe. Nós O invocamos nas horas de necessidade e

provação. Alguns procuram deixar a presença Dele preencher todos

os momentos da vida. Outros dizem que não acreditam Nele,

que Ele não existe. E ainda outros dizem "Explique-O para mim e

talvez eu O aceite."

Para aqueles que, neste momento crucial da história do mundo,

estão se perguntando "Como é Deus?", já foi afirmado com

simplicidade: Deus é como Jesus Cristo. Da mesma forma que Jesus

veio ao mundo para tornar Deus visível à humanidade e nos

redimir, assim, ao subir aos céus, Ele enviou o Espírito Santo para

habitar os crentes e permitir-lhes viver de modo a tornar Cristo

visível a um mundo descrente.

Se é assim que você se sente, se toda a sua vida você ouviu

falar de Deus e falou de Deus, mas esperou que alguém explicasse

Deus a você antes de depositar sua fé Nele e somente Nele,

vejamos com que exatidão a Bíblia nos fornece uma descrição

concreta.

Como É Deus?

Neste momento crucial da história do mundo, todos deveriam

estar buscando uma resposta à pergunta "Como é Deus?". Todos

deveriam perguntar e todos deveriam ter certeza absoluta da

resposta. Todos deveriam saber, sem sombra de dúvida, com

exatidão, quem é Deus e o que Ele é capaz de realizar. Diz a Bíblia:

"Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles,

porque Deus lhes manifestou "(Romanos, 1:19).

É a falta do conhecimento de Deus e a recusa do homem de

obedecê-Lo que se encontram na raiz de todos os problemas que

nos afligem. É a confusão do homem sobre os desígnios de Deus,

que mantém o mundo no caos. É a relutância do homem em

aprender a obedecer às leis de Deus que coloca esta pesada carga

em nossas almas. Portanto, vamos aprender tudo o que pudermos

sobre Ele.

Onde devemos procurar este conhecimento? Quem entre nós

pode nos dizer a verdade? Não somos todos aqui criaturas finitas?

Teria Deus designado alguma pessoa aqui na Terra para falar Dele

com autoridade definitiva? Não — o único Homem que poderia

fazer isto viveu há dois mil anos, e nós O crucificamos! Como,

então, podemos descobrir?

Podemos perguntar aos eruditos, e eles talvez nos digam que

Deus é a expressão de tudo na natureza e na vida, que todos os

seres vivos estão integrados em Deus, que a própria vida é uma

expressão da Sua Divindade. Eles lhe dirão que é possível ver Deus

na menor gotícula de água e na imensa abóbada celeste.

Pergunte a um filósofo, e ele lhe dirá que Deus é a força primeira

e imutável na origem de toda criação, que Ele é o Dínamo

Mestre que mantém todos os mundos em movimento — que Ele é a

Força sem princípio nem fim. O filósofo dirá que cada parcela de

vida e beleza que vemos é uma manifestação desta força que flui

do Dínamo em uma corrente interminável, e a ele retorna.

Continue perguntando, e talvez lhe digam que Deus é absoluto,

que Ele é tudo, e que não é possível saber mais nada a Seu respeito.

Existem muitas definições distintas de Deus. O Dr. Akbar

Haqq diz que, originalmente, todas as pessoas tinham uma concepção

monoteísta de Deus. Cada país, cada raça, cada família, cada

indivíduo tem tentado explicar o Ser Supremo na origem do universo.

Homens de todas as épocas tentaram descobrir o Criador, cuja

obra viam, mas a quem não conheciam. Qual destas muitas teorias

devemos aceitar? Por qual destas autoridades que se autonomeiam

devemos nos orientar?

Como já vimos no capítulo anterior, Deus revelou-Se no Livro

chamado Bíblia. Na Bíblia temos uma revelação de Deus — e com

base nela, podemos satisfazer nossas mentes e saciar nossos corações.

Podemos ficar seguros de que temos a resposta certa, de que

estamos a caminho do conhecimento e do entendimento da verdadeira

natureza de Deus.

Deus revela-Se de centenas de formas na Bíblia, e, se a lêssemos

com atenção e regularidade como lemos os jornais diários, estaríamos

tão familiarizados com ela e bem informados a respeito de

Deus, como estamos acerca dos feitos do nosso jogador favorito

durante o campeonato de futebol!

Assim como um diamante tem muitas facetas, existem numerosos

aspectos da revelação de Deus que encheriam muitos

volumes até serem esgotados. Basta dizer que, no espaço limitado

de que dispomos, podemos cobrir quatro aspectos da revelação de

Deus que parecem ser os mais importantes, e que deveríamos

sempre ter em mente.

"Deus É Espírito"

Primeiro: a Bíblia declara que Deus é Espírito. Jesus, dirigindo-

se à mulher no Poço de Sicar, fez esta afirmação direta sobre

Deus: "Deus é espírito" (João, 4:24).

Que pensamento lhe ocorre quando ouve a palavra espírito? Que imagem vem à sua mente? Você pensa num fiapo de fumaça

vagando pelo céu? Será que espírito significa aquelas coisas que

assustam as crianças no Dia das Bruxas? Será que espírito é

apenas um nada informe para você? Acha que seria aquilo que

Jesus exprimiu quando disse "Deus é espírito"?

Para descobrir o que "espírito" é de fato, e o que Jesus quis

dizer quando usou esta palavra específica, devemos nos remontar

à cena na Bíblia em que Cristo diz, após a ressurreição: "Apalpaime

e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos como

vedes que eu tenho" (Lucas, 24:39). Portanto, podemos ter certeza

de que o espírito não tem corpo. Ele é o oposto de corpo. No entanto,

ele tem vida e poder. Isto é difícil de entender, porque o fazemos

com nossas mentes limitadas e finitas.

Como seres humanos privados da visão ilimitada que Deus

antes pretendera que Suas criaturas tivessem, não podemos

compreender a glória e a magnitude do espírito que se encontra tão

distante de nós. Quando ouvimos a palavra "espírito", de imediato

tentamos reduzi-la ao nosso tamanho insignificante, fazê-la

enquadrar-se na esfera de nossas mentes tacanhas. É como tentar

explicar a extensão, a majestade e a grandeza assombrosa do

oceano a uma pessoa que nunca viu uma porção de água maior do

que uma poça de lama! Como pode tal pessoa imaginar a

imensidão do mar? Como pode tal pessoa, olhando uma poça rasa

e escura, imaginar as profundezas impenetráveis, a vida misteriosa,

a força das vagas, o movimento incessante, a crueldade da

tempestade oceânica ou a extraordinária beleza da calmaria? Como

poderia alguém que tivesse visto apenas uma poça de lama saber

do que você estava falando? Que palavras você poderia usar para

descrever com presteza a imensidão do mar? Como poderia fazer

alguém acreditar que tal maravilha existe de fato?

Como é tão mais difícil compreendermos o significado das palavras

de Jesus, quando Ele disse: "Deus é espírito." Jesus sabia!

Sua mente não era limitada como a nossa. Seus olhos não estavam

presos à poça de lama da vida. Conhecia muito bem o alcance infinito

do espírito e veio tentar nos proporcionar alguma compreensão

de Sua capacidade, consolo e paz.Sabemos de fato que o

espírito não é algo confinado em um corpo. O espírito não é usável

como um corpo. O espírito não é mutável como um corpo. A Bíblia

afirma que Deus é um Espírito — que não está limitado ao corpo;

que não está limitado à forma; não está limitado a contornos nem

vínculos; Ele é absolutamente imensurável e indiscernível por

olhos que vêem apenas o mundo físico. A Bíblia nos diz que, por

não estar sujeito a estas limitações, Ele pode estar em todos os

lugares ao mesmo tempo — que Ele pode ouvir tudo, ver tudo e

saber de tudo.

Não somos capazes disto e, assim, tentamos limitar Deus às

nossas limitações. Tentamos negar a Deus o poder de fazer as

coisas

que não podemos fazer. Tentamos dizer que, se não podemos

estar em todos os lugares ao mesmo tempo, Deus também não

pode! Parecemos alguém que, tendo ouvido falar no oceano, enfim

encaminha-se para a praia um dia e, chegando à beira da água,

apanha algumas gotas segurando-as com as mãos em concha.

"Ah," exclama, "enfim consegui ser dono do oceano! Eu o

seguro em minhas mãos, eu o possuo!" Certo, ele possui de fato

uma parte do oceano, mas, naquele mesmo momento, outras pessoas

em mil outras praias podem estar estendendo as mãos e

reivindicando algumas gotas do oceano para si. Milhões de pessoas

no mundo poderiam chegar à praia e estender as mãos para

enchê-las de água do mar. Cada uma poderia apanhar quanta

água quisesse, quanta água necessitasse — e, ainda assim, o

oceano permaneceria inalterado. Sua imensidão e poder seriam os

mesmos, a vida em suas profundezas insondáveis continuaria

inalterada, embora tivesse suprido as necessidades de cada pessoa

que estivesse com as mãos estendidas ao longo de suas muitas

praias.

Assim acontece com Deus. Ele pode estar em todos os lugares

ao mesmo tempo, ouvindo as preces de todos os que O invocam em

nome de Cristo; realizando os portentosos milagres, que fazem com

que as estrelas continuem em seus lugares, as plantas brotem da

terra e os peixes nadem no mar. Não há limite para Deus. Não há

limite para Sua sabedoria. Não há limite para Seu poder. Não há

limite para o Seu amor. Não há limite para Sua misericórdia.

Se esteve tentando limitar Deus — pare! Não tente confinar

Deus nem Suas obras a um único lugar ou esfera. Você não tentaria limitar o oceano. Você não pode limitar o universo. Você

não teria a ousadia de tentar alterar o curso da lua, nem deter a

terra enquanto ela gira em seu eixo! É tão mais tolo ainda tentar

limitar o Deus que criou e controla todas estas maravilhas!

Sou para sempre grato à minha mãe por muitas coisas, mas

uma das bênçãos mais duradouras que ela trouxe à minha vida foi

me ensinar no catecismo, aos dez anos, que "Deus é um Espírito,

infinito, eterno e imutável em Sua natureza, sabedoria, poder,

santidade, justiça, bondade e verdade." Esta definição de Deus me

acompanhou a vida toda, e quando um homem sabe no íntimo que

Deus é um Espírito infinito, eterno e imutável, isto ajuda a vencer

a tentação de querer limitá-Lo. Ajuda a superar todas as dúvidas

sobre Sua capacidade de realizar coisas que não podemos realizar!

Aqueles que duvidam que a Bíblia seja a verdadeira Palavra de

Deus, duvidam porque relutam em atribuir a Deus qualquer coisa

que elas próprias não possam realizar. Se você tem alguma dúvida

sobre a inspiração da Bíblia, volte e torne a olhá-la. Olhe-a da

perspectiva de alguém que esteve fitando uma poça de lama toda a

vida e que, pela primeira vez, está diante do oceano! Talvez só

agora você esteja vislumbrando pela primeira vez o poder ilimitado

de Deus. Talvez só agora você esteja começando a entendê-Lo pelo

que de fato é. Pois se Deus é o Espírito que Jesus declara que é,

não há problema quanto à Sua sabedoria nas questões humanas,

não há problema quanto à inspiração divina dos homens que

escreveram a Bíblia. Tudo se encaixa no lugar, quando você

compreende quem e o que Deus realmente é.

Deus É uma Pessoa

Segundo: a Bíblia revela-O como uma Pessoa. Lemos em toda

a Bíblia: "Deus ama," "Deus diz," "Deus faz". Tudo que atribuímos

a uma pessoa é atribuído a Deus. Uma pessoa é alguém que sente,

pensa, quer, deseja e possui todas as expressões da personalidade.

Aqui na terra, restringimos a personalidade ao corpo. Nossas

mentes finitas não concebem a personalidade que não se manifeste

através de carne e ossos. Sabemos que nossas próprias

personalidades não estarão sempre envoltas pelos corpos que

agora habitam. Sabemos que, na hora da morte, nossas

personalidades deixarão nossos corpos e seguirão para os destinos

que as aguardam. Sabemos tudo isto — no entanto, é difícil aceitar.

Que grande revelação seria, se pudéssemos compreender que

a personalidade não tem que estar identificada com um ser físico.

Deus não está limitado por um corpo, porém é uma Pessoa. Ele

sente, pensa, ama, perdoa, solidariza-se com os problemas e as

dores que enfrentamos.

Deus É Santo e Justo

Terceiro: a Bíblia declara que Deus não é apenas um Espírito

e uma Pessoa, mas também um Ser Santo e Justo. Desde o Gênese

até o Apocalipse, Deus revela-Se um Deus Santo. Ele é

integralmente perfeito e absoluto em todos os detalhes. Ele é santo

demais para tolerar o homem pecador, santo demais para suportar

uma vida de pecado.

Se pudéssemos visualizar a verdadeira imagem de Sua justiça

grandiosa, que diferença haveria em nosso modo de vida como indivíduos

e como nações! Se pudéssemos ao menos compreender o

tremendo abismo que separa o homem iníquo da justiça perfeita de

Deus! As Escrituras declaram que Ele é a Luz na qual não existe

nenhuma escuridão — o único Ser Supremo sem falha nem imperfeição.

Aqui temos de novo um conceito de difícil compreensão para

o homem imperfeito. Nós, cujos defeitos e fraquezas são evidentes

em toda parte, mal podemos imaginar a santidade irresistível de

Deus — mas precisamos reconhecê-la se quisermos entender e

aproveitar a Bíblia.

O abismo que separa o homem imperfeito do Deus perfeito é

enfatizado em todas as Escrituras Sagradas. Podemos vê-lo na

divisão do Tabernáculo do Velho Testamento e do Templo do Novo

Testamento na Terra Santa e na maioria dos lugares Sagrados. Ele

está salientado na prescrição da oferenda que deverá ser trazida

caso um pecador se aproxime de Deus. Está sublinhado por um

sacerdócio especial que serve de mediador entre Deus e as pessoas.

Está enfatizado pelas leis relativas à impureza no Levítico.

Podemos vê-lo nas muitas festas de Israel, pelo isolamento de

Israel na Palestina. A Santidade de Deus regula todos os outros

princípios de Deus.

As Escrituras declaram que Seu trono assenta-se em Sua

santidade. Porque Deus é santo e o homem profano, é que existe

uma distância tão grande entre Deus e o pecador impenitente. A

Bíblia nos diz que nossas iniqüidades nos separam de Deus —

separam-nos tanto que Seu rosto nos é ocultado e Ele não quer

nos ouvir quando chamamos. "Se eu no coração contemplar a

vaidade," diz o salmista, "o Senhor não me teria ouvido" (Salmos,

66:18). Por outro lado, o salmista diz: "Os olhos do Senhor

repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu

clamor... Ele acode a vontade dos que o temem; atende-lhes ao

clamor e os salva" (Salmos, 34:15; 145:18-19).

Deus é puro demais para considerar o mal com aprovação, o

que significa que Ele é santo demais para ter qualquer ligação com

o pecado. Antes de o pecado se instaurar na espécie humana,

Deus e o homem desfrutavam de boas relações entre si. Agora

essas relações estão rompidas, e toda comunicação entre Deus e o

homem é inviável sem a participação de Jesus Cristo. É somente

através de Jesus Cristo que o homem pode restabelecer suas

relações com Deus. Há quem diga que todos os caminhos levam a

Deus. Porém, Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João, 14:6). Disse também:

"Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará e

sairá e achará pastagem" (João, 10:9).

O homem é pecador, incapaz de alterar sua posição, incapaz

de alcançar o ouvido puro de Deus, a menos que clame com

sinceridade por misericórdia. O homem teria permanecido perdido

para sempre se Deus, em Sua infinita misericórdia, não tivesse

enviado Seu Filho à terra para transpor este abismo.

É na santidade de Deus que encontramos a razão para a

morte de Cristo. Jesus era o único o suficiente bom, o suficiente

puro e o suficiente forte para carregar os pecados do mundo inteiro.

A santidade de Deus exigia a pena mais rigorosa para o pecado, e

Seu amor determinou que Jesus Cristo pagasse esta pena e

oferecesse a salvação. Porque o Deus que adoramos é um Deus

puro, um Deus sagrado, um Deus justo e virtuoso, Ele nos enviou

Seu único Filho para tornar possível o nosso acesso a Ele. Mas se

desprezamos a ajuda que Ele enviou, se deixamos de obedecer às

leis por Ele estabelecidas, não podemos clamar por misericórdia,

quando o castigo que merecemos recair sobre nós!

"Deus É Amor"

Quarto: Deus é Amor. Porém, como acontece com os outros

atributos de Deus, muitas pessoas que não lêem a Bíblia são

incapazes de reconhecer o significado das Escrituras quando dizem:

"Deus é amor" (1 João, 4:8).

Nem sempre temos certeza do que queremos dizer quando

usamos o termo amor. Esta palavra tornou-se uma das mais

amplamente desvirtuadas de nossa língua. Usamos a palavra amor

para descrever as mais desprezíveis, assim como as mais sublimes

relações humanas. Dizemos que "amamos" viajar; "amamos" comer

bolo de chocolate; "amamos" o carro novo ou a padronagem do

papel de parede de nossa casa. Ora, nós até dizemos que

"amamos" nosso próximo — mas a maioria diz por dizer, e aí

termina o amor! Não é de admirar que não tenhamos uma idéia

muito clara do que a Bíblia exprime, quando diz: "Deus é Amor."

Não cometa o erro de pensar que porque Deus é amor, tudo

será bom, belo e feliz, e que ninguém será punido por seus

pecados. A santidade de Deus exige que todo pecado seja punido,

mas o amor de Deus oferece o propósito e o meio de redenção ao

pecador. O amor de Deus forneceu a cruz de Jesus, pela qual o

homem pôde obter o perdão e a purificação. Foi o amor de Deus

que enviou Jesus Cristo para a cruz!

Nunca questione o grande amor de Deus, pois ele é uma

parte tão imutável de Deus quanto a Sua santidade. Por mais

terríveis que sejam seus pecados, Deus o ama. Não fosse pelo amor

de Deus, nenhum de nós jamais teria a perspectiva de uma vida

futura. Porém, Deus é amor! E Seu amor por nós é eterno! "Mas

Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter

Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos,

3:8).

As promessas do amor e perdão de Deus são tão reais, tão

certas, tão positivas, quanto podem torná-las as palavras humanas.

Mas ao se descrever o oceano, sua beleza total não pode ser

compreendida até que seja de fato contemplada. O mesmo

acontece com o amor de Deus. Até que você realmente o aceite, até

que realmente o vivencie, até que realmente experimente a

verdadeira paz com Deus, ninguém pode descrever-lhe suas

maravilhas.

O Amor

O amor não é algo que se consiga com a mente. Sua mente

finita não é capaz de abarcar uma coisa tão grande quanto o amor

de Deus. Sua mente talvez tenha dificuldade de explicar como é

que uma vaca preta pode comer capim verde e dar leite branco —

mas você bebe o leite e se sente alimentado. Sua mente não pode

compreender todos os processos intricados que ocorrem, quando

se planta uma sementinha chata que produz uma enorme

herbácea com saborosas melancias vermelhas e verdes — mas você

as come e aprecia! Você não entende o rádio, mas o ouve. Sua

mente não consegue explicar a eletricidade que talvez esteja

gerando a luz sob a qual você lê neste exato momento — mas você

sabe que ela existe e que está tornando possível a sua leitura!

Você tem que receber Deus pela fé — pela fé em Seu Filho,

Nosso Senhor Jesus Cristo. E quando isto acontece, não há lugar

para dúvidas. Não tem que perguntar se Deus está ou não em seu

coração, você pode sabê-lo.

Sempre que alguém me pergunta como posso ter tanta

certeza de quem e o que Deus é de fato, lembro-me da história do

menino que soltava pipa. Era um ótimo dia para soltar pipas, o

vento soprava forte, e grandes nuvens redondas deslocavam-se

pelo céu. A pipa subia cada vez mais alto, até que foi por inteiro

encoberta pelas nuvens.

— Que está fazendo? — perguntou um homem ao menino.

— Estou soltando pipa — respondeu ele.

— Soltando pipa, é? — disse o homem. — Como é que você

tem certeza disso? Não pode ver sua pipa.

— Não — disse o menino —, não estou vendo, mas de vez em

quando sinto um puxão e aí tenho certeza que ela está lá!

Não deixe que ninguém lhe diga onde está Deus. Descubra-O

por si mesmo, e então também saberá por aquele maravilhoso e reconfortante

puxão nas cordas de seu coração que Ele está lá com

toda a certeza.

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