terça-feira, 31 de julho de 2012

A ÁGUIA E A GALINHA - UMA METÁFORA DA CONDIÇÃO HUMANA - APRESENTADA NO LIVRO: A ÁGUIA E A GALINHA DE LEONARDO BOFF




JAMES AGGREY NATURAL DE GANA, PEQUENO PAÍS DA ÁFRICA OCIDENTAL GANA ESTÁ SITUADO NO GOLFO DA GUINÉ, ENTRE A COSTA DO MARFIM E O TONGO.  ALCANÇOU O APOGEU ENTRE 700 E 1200 DA NOSSA ERA. GANA TINHA TANTO OURO QUE ATÉ OS CACHORROS USAVAM COLEIRAS DE OURO NO SÉCULO XVI GANA FOI COLONIZADA PELOS PORTUGUESES, QUE COMEÇARAM A EXPORTAR ESCRAVOS PARA AS AMÉRICAS EM TROCA DE FUMO DE TERCEIRA CATEGORIA EM 1895, A INGLATERRA INVADIU O PAÍS DE GANA. OS GANENSES PERDERAM A SUA LIBERDADE, E TORNARAM-SE ESCRAVOS. OS INGLESES AFIRMAVAM QUE OS GANENSES ERAM: 

EM 1925, HOUVE UMA REUNIÃO DE LIDERANÇAS POPULARES NA QUAL SE DISCUTIAM OS CAMINHOS DA LIBERTAÇÃO DO DOMÍNIO COLONIAL INGLÊS. AS OPINIÕES SE DIVIDIAM. 
1. ALGUNS GANENSES QUERIAM GUERRA  2. ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DO POVO 3. CONFORMISMO 4. OUTROS ACHAVAM QUE ERA STATUS
JAMES AGGREY, COMO FINO EDUCADOR, ACOMPANHAVA CADA INTERVENÇÃO. VIU QUE LÍDERES IMPORTANTES APOIAVAM A CAUSA INGLESA. ERGUEU A MÃO E PEDIU A PALAVRA. CONTOU A SEGUINTE HISTÓRIA 
“ERA UMA VEZ UM CAMPONÊS QUE FOI À FLORESTA VIZINHA APANHAR UM PÁSSARO PARA MANTÊ-LO CATIVO EM SUA CASA. 
CONSEGUIU PEGAR UM FILHOTE DE ÁGUIA. COLOCOU-O NO GALINHEIRO JUNTO COM AS GALINHAS. COMIA MILHO E RAÇÃO PRÓPRIA PARA GALINHAS. EMBORA A ÁGUIA FOSSE O REI/RAINHA DE TODOS OS PÁSSAROS.     DEPOIS DE CINCO ANOS, ESTE HOMEM RECEBEU A VISITA DE UM NATURALISTA. ENQUANTO PASSEAVAM PELO JARDIM, DISSE O NATURALISTA: ESSE PÁSSARO AÍ NÃO É GALINHA. ÉUMA ÁGUIA. 
DE FATO – DISSE O CAMPONÊS. É ÁGUIA. MAS EU A CRIEI COMO GALINHA. ELA NÃO É MAIS UMA ÁGUIA. TRANSFORMOU-SE EM GALINHA COMO AS OUTRAS, APESAR DAS ASAS DE QUASE TRÊS METROS DE EXTENSÃO. Não – retrucou o naturalista.  Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.  Não, insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia     ENTÃO DECIDIRAM FAZER UMA PROVA. O NATURALISTA TOMOU A ÁGUIA, ERGUEU-A BEM ALTO E DESAFIANDO-A DISSE: 
JÁ QUE VOCÊ DE FATO É UMA ÁGUIA, JÁ QUE VOCÊ PERTENCE AO CÉU E NÃO À TERRA, ENTÃO ABRA SUAS ASAS E VOE!
A ÁGUIA POUSOU SOBRE O BRAÇO ESTENDIDO DO NATURALISTA. OLHAVA DISTRAIDAMENTE AO REDOR. VIU AS GALINHAS LÁ EMBAIXO, CISCANDO GRÃOS. E PULOU PARA JUNTO DELAS. O CAMPONÊS COMENTOU:  EU LHE DISSE, ELA VIROU UMA SIMPLES GALINHA!
NÃO – TORNOU A INSISTIR O NATURALISTA. ELA É UMA ÁGUIA. E UMA ÁGUIA SERÁ SEMPRE UMA ÁGUIA. VAMOS EXPERIMENTAR NOVAMENTE AMANHÃ.
NO DIA SEGUINTE, O NATURALISTA SUBIU COM A ÁGUIA NO TETO DA CASA. SUSSURROU-LHE: - ÁGUIA, JÁ QUE VOCÊ É UMA ÁGUIA, ABRA SUAS ASAS E VOE!     MAS QUANDO A ÁGUIA VIU LÁ EMBAIXO AS GALINHA, CISCANDO O CHÃO, PULOU E FOI PARA JUNTO DELAS. O CAMPONÊS SORRIU E VOLTOU À CARGA:
EU LHE HAVIA DITO, ELA VIROU GALINHA! NÃO – RESPONDEU FIRMEMENTE O NATURALISTA. ELA É ÁGUIA POSSUIRÁ SEMPRE UM CORAÇÃO DE ÁGUIA.
VAMOS EXPERIMENTAR AINDA UMA ÚLTIMA VEZ. AMANHÃ A FAREI VOAR. 
NO DIA SEGUINTE, O NATURALISTA E O CAMPONÊS LEVANTARAM BEM CEDO. PEGARAM A ÁGUIA, LEVARAM-NA PARA FORA DA CIDADE, LONGE DAS CASAS DOS HOMENS, NO ALTO DE UMA MONTANHA. O SOL NASCENTE DOURAVA OS PICOS DAS MONTANHAS. 
O NATURALISTA ERGUEU A ÁGUIA PARA O ALTO E ORDENOU-LHE:    -ÁGUIA, JÁ QUE VOCÊ É UMA ÁGUIA, JÁ QUE VOCÊ PERTENCE AO CÉU E NÃO À TERRA, ABRA SUAS ASAS E VOE! 
A ÁGUIA OLHOU AO REDOR. TREMIA COMO SE EXPERIMENTASSE NOVA VIDA. MAS NÃO VOOU. ENTÃO O NATURALISTA SEGUROU-A FIRMEMENTE, BEM NA DIREÇÃO DO SOL, PARA QUE SEUS OLHOS PUDESSEM ENCHER-SE DA CLARIDADE SOLAR E DA VASTIDÃO DO HORIZONTE. NESSE MOMENTO, ELA ABRIU SUAS POTENTES ASAS, GRASNOU COM O TÍPICO KAU-KAU DAS ÁGUIAS E ERGUEU-SE, SOBERANA, SOBRE SI MESMA. E COMEÇOU A VOAR, A VOAR PARA O ALTO, A VOAR CADA VEZ PARA MAIS ALTO. VOOU… VOOU… ATÉ CONFUNDIR-SE COM O AZUL DO 

Dons do Espírito Santo


a) Dons Ministeriais para a Igreja

Dom
Definição
Textos
Exemplos
Apóstolo
(especifico)
Os diretamente comissionados pelo Senhor Jesus para estabelecer a igreja e a mensagem genuína do evangelho.
At 4.33-37; 5.12-42; 9.27; 11.1; 15.1-6; 
1Co 9.5; 12.28,29; 
Gl 1.17; 
Ef 2.20; 4.11; 
Jd 17
Apóstolos: Mt 10.2; Mc 3.14
Paulo: Rm 1.1; 1Co 1.1
Pedro: 1Pe 1.1; 2Pe 1.1
Apóstolo
(geral)
Qualquer mensageiro biblicamente comissionado como missionário ou para outras responsabilidades especiais.
At 13.1-3
1Co 12.28,29
Ef 4.11
Barnabé: At 14.4,14
Andrônico: Rm 16.7
Tito e ouros: 2Co 8.23
Epafrodito: Fp 2.25
Tiago: Gl 1.19
Profeta
Os que falavam sob a inspiração do Espírito Santo, trazendo da parte de Deus uma mensagem para a igreja, e cuja motivação e preocupação principais tinham a ver com a vida espiritual e a pureza da igreja.
Rm 12.6
1Co 12.10; 14.1-33
Ef 4.11
1Ts 5.20,21
1Tm 1.18
1Pe 4.11
1Jo 4.1-3
Pedro: At 2.14-40; 3.12-26
Paulo: At 13.1,16-41
Barnabé: At 13.1
Simeão: At 13.1
Ágabo: At 11.27,28; 21.10
Judas e Silas: At 15.32
João: Ap 1.1,3; 10.8-11
Evangelista
Os que receberam dons de Deus para proclamar o evangelho aos não salvos.
Ef 4.11
Filipe: At 8.5-8, 26-40
Paulo: At 26.16-18
Pastor
Os escolhidos e dotados por Deus para dirigir a igreja e cuidar das suas necessidades espirituais.
At 14.23; 15.1-6
Rm 12.8
Ef 4.11,12
Fp 1.1
1Tm 3.1-7; 5.17-20
Tt 1.5-9
Hb 13.17
1Pe 5.1-5
Timóteo: 1Tm 1.1-4; 4.12
Tito: Tt 1.4,5
Pedro: 1Pe 5.1
João: 1Jo 2.1,12-14
Gaio: 3Jo 1-7
Mestre
Os dotados por Deus para esclarecer e explicar a Palavra de Deus para a edificação da igreja.
Rm 12.7
Ef 4.11
Cl 3.16
1Tm 3.2; 5.17
2Tm 2.2,24
Paulo: At 15.35; 20:20
Barnabé: At 15.35
Apolo: At 18.25-28
Timóteo: 1Co 4.17
Tito: Tt 2.1-3,9,10
Diácono
Os escolhidos e dotados por Deus para prestar assistência prática aos membros da igreja.
At 6.1-6
Rm 12.7
Fp 1.1
1Pe 4.11
Sete diáconos: At 6.5
Febe: Rm 16.1,2
Socorro
Os dotados por Deus para várias modalidades especificas de auxilio.
1Co 12.18
Paulo: At 20.35
Lídia: At 16.14,15
Gaio: 3Jo 5-8
Administrador
Os dotados por Deus pra orientar e supervisionar atividades diversas da igreja.
1Co 12.7
Ef 4.11,12
1Tm 3.1-7
Hb 13.7-17,24
Pedro: At 6.3,4; 11.1-18
Paulo: At 20.1-35
Exortador
Os dotados por Deus para motivar outros cristãos a uma fé mais profunda em cristo, a uma maior dedicação a Ele, a uma manifestação mais plena do fruto do Espírito e a uma separação completa do mundo.
Rm 12.8
1Co 14.3
1Ts 5.11,14-22
Hb 10.24,25
Barnabé: At 11.23,24
Paulo: Gl 5.16-26
Judas e Silas: At 15.32
Timóteo: 1Ts 3.2; 2Tm 4.2
Tito: Tt 2.6,13
Pedro: 1Pe 5.1,2
João: 1Jo 2.15-17; 3.1-3
Doador
Os capacitados por Deus para darem liberalmente dos seus recursos para as necessidades do povo de Deus.
At 2.44,45; 4.34,35
1Co 16.1-4
2Co 8.9
Ef 4.28
1Tm 6.17-19
Barnabé: At 4.36,37
Cristãos da Macedônia:
Rm 15.26,27; 2Co 8.1-5
Cristãos da Acaia:
Rm 15.26,27; 2Co 9.2
Consolador
Os chamados por Deus para consolar os aflitos mediante atos de misericórdia.
Rm 12.8
2Co 1.3-7
Paulo: 2Co 1.4
Cristãos hebreus:
Hb 10.34
Dorcas: At 9.36-39

b) Manifestações do Espírito Santo na vida dos crentes

Palavra de 
Sabedoria
Uma enunciação do Espírito Santo aplicando a Palavra de Deus, ou a sua sabedoria, a uma determinada situação.
At 6.3
1Co 12.8; 13.2,9,12
Estevão: At 6.10
Tiago: At 15.13-21
Palavra de Conhecimento
É o Espírito Santo revelando conhecimento a respeito de pessoas, circunstâncias, ou verdades bíblicas.
At 10.47,48; 13.2
1Co 12.8; 13.2,9,12
Pedro: At 5.9,10
Fé sobrenatural comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer em Deus, para a realização de milagres.
Mt 21.21,22
Mc 9.23,24
Lc 17.6
At 3.1-8; 6.5-8
1Co 12.9; 13.2
Tg 5.14,15
Centurião: Mt 8.5-13
Mulher Enferma: Mt 9.20
Cegos: Mt 9.27-29
Mulher Pecadora: Lc 9.36
Leproso: Lc 17.11-19
Cura
Restauração da saúde de alguém por meios sobrenaturais divinos.
Mt 4.23,24; 8.16
Mc 1.32-34; 6.13
Lc 4.40,41; 9.1,2
Jo 6.2; 14.12
At 4.30;5.15,16
1Co 12.9,28,30
Jesus e Apostolos:
Veja os milagres 
Operação de Maravilhas
Poder divino sobrenatural para alterar o curso da natureza
Mt 4.23,24; 8.16
Mc 1.32,33,39
Lc 4.40,41; 9.1
Jo 7.3; 10.25,32
At 2.22,43; 4.30
Rm 15.19
1Co 12.10,29
2Co 12.12
Gl 3.5
Jesus e Apostolos:
Veja os milagres.
Profecia
A capacidade momentânea e especial para transmitir mensagem, advertência, exortação ou revelação da parte de Deus sob a direção do Espírito Santo.
Lc 12.12
At 2.17,18
1Co 12.10; 13.9
Ef 4.11
1Ts 5.20,21
2Pe 1.20,21
1Jo 4.1-3
Isabel: Lc 1.40-45
Maria: Lc 1.46-55
Zacarias: Lc 1.67-79
Pedro: At 2.14-40; 4.8-12
Ágabo: At 21.10,11
Discernimento de espíritos
Capacidade especial para julgar se profecias e enunciações sobrenaturais outras, provém do Espírito Santo.
1Co 12.10; 14.29
Pedro: At 8.18-24
Paulo: At 13.8-12; 16.16
Falar em outras Línguas
Expressar-se a nível do espírito, sob a influência direta do Espírito Santo, numa língua que a pessoa não aprendeu e nem conhece.
1Co 12.10,28,30;
13.1; 14.1-40
Discípulos: At 2.4-11
Cornélio: At 10.44,45
Crentes: At 19.2-7
Paulo: 1Co 14.6,15,18
Interpretação de Línguas
Capacidade especial para interpretar o que é falado em línguas estranhas, pelo Espírito Santo.
1Co 12.10,30;
14.5; 13.26-28

A Natureza de Cristo



 A natureza de Cristo
“1 João: os fundamentos da fé cristã e a perfeita comunhão com o Pai” a Primeira Epístola de João apresenta porções doutrinárias que são fundamentais para o perfeito entendimento da fé cristã.

João escreveu esta carta para levar os crentes de volta ao caminho, mostrar a diferença entre a luz e as trevas (a verdade e o erro), e encorajar a Igreja a crescer no amor genuíno a Deus e de uns para com os outros. Também descreveu para assegurar aos crentes verdadeiros que eles possuíam a vida eterna, e para ajudá-los a saber que sua fé era genuína. Assim poderiam apreciar todos os benefícios de serem filhos de Deus.                                                                        
II.                                         Conhecendo o Autor da Carta
•A Epístola de 1 João foi escrita pelo próprio João, um dos 12 discípulos originais de Jesus. Ele provavelmente foi o “discípulo a quem Jesus amava” (Jo 21.20) e, junto com Pedro e Tiago, teve um relacionamento especial com Jesus. Esta carta foi escrita entre 85 e 90 d. C., de Éfeso, antes do exílio de João na ilha de Patmos (ver Ap 1.9). Jerusalém havia sido destruída em 70 d.C., e os cristãos foram espalhados por todo o Império Romano. Quando João escreveu esta carta, o cristianismo já existia há mais de uma geração. João enfrentou e sobreviveu à acirrada perseguição contra os cristãos. O principal problema que confrontava a Igreja neste momento era a decadência do comportamento: muitos crentes estavam se conformando com os padrões do mundo falhando em viver de acordo com os padrões de Cristo, e assim comprometendo a sua fé. Os falsos ensinadores eram muitos, e estavam acelerando a queda da Igreja, afastando-a da fé cristã. 
•João já era um idoso, e talvez fosse o único apóstolo vivo naquele momento. Ele ainda não havia sido enviado à ilha de Patmos, onde viveria como exilado. Como testemunha ocular de Cristo, ele escreveu com toda a autoridade para dar, a esta nova geração de crentes, segurança e confiança em Deus e na sua fé. 
III.  O Propósito da Carta de João
 Professor, dê inicio a este tópico fazendo a seguinte pergunta: “Qual foi o objetivo de João ao escrever sua Primeira Epístola?”  
Por que 1 João foi escrito? A primeira resposta a essa pergunta (e a mais clara) é aquela que o próprio João dá próximo ao fim de sua carta. Está expressa em 1 João 5.13: “Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna e para que creiais no nome do Filho de Deus”. A ênfase está na palavra “saibais”. Ele escreveu para cristãos. Assim, o primeiro objetivo de João é dar aos cristãos a certeza absoluta de sua salvação.
A natureza desse objetivo é vista com clareza quando contrastada com a declaração igualmente explícita do objetivo de João ao escrever o seu Evangelho. Próximo ao fim do Evangelho, João diz que houve muitas outras coisas que Jesus fez que não estavam registradas, mas que “estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, é para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.31). Aqueles para quem ele estava escrevendo ainda não eram cristãos, e seu objetivo era levar aqueles leitores à fé. Em sua primeira epístola, seu propósito é levar aqueles que já acreditavam a uma compreensão mais profunda da fé e a uma confiança naquilo que eles já possuíam. 
 Professor, explique que João escreveu sobre a comunhão com os outros crentes e que existem 3 princípios por trás da verdadeira comunhão cristã, a saber: 1) Nossa comunhão está baseada no testemunho da Palavra de Deus. Sem esta força subjacente, a união é impossível. 2) É mútua, dependendo da união dos crentes. 3) É diariamente renovada através do Espírito Santo. A verdadeira comunhão combina a interação social e espiritual e se torna possível somente através de um relacionamento vivo com Cristo.
Conclusão
Cada cristão deve, além de estar em contato permanente com a Palavra de Deus — condição básica para manter-se fiel até a volta de Cristo —, permanecer na luz e cultivar o seu amor pelos irmãos. 

Jesus o Filho de Deus ( Humano e Divino)





 I   Jesus Humano e Divino

Nenhum dos Escritores bíblicos nos fala tanto sobre o que Deus realmente é do que o apóstolo João. Todos falam sobre o que Ele faz. Alguns descrevem a glória que o cerca. Mas João relata o que Deus é em sua real natureza. Sobre quem é Deus João deu uma resposta que ao mesmo tempo é simples e profunda. O que é Deus? João responde: “Deus é luz, e não há nele treva nenhuma”.

A união entre as naturezas humana e divina na Pessoa única de Jesus. Entender adequadamente esta doutrina depende da completa compreensão de cada uma das duas naturezas e de como se constituem na única pessoa.
Paulo oferece um testemunho claro da divindade de Jesus: “Haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que sendo forma de Deus, não teve usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens, (Fp 2.5-7).
As informações do Novo Testamento a respeito desse assunto levam-nos a reconhecer que Jesus não deixou de ser Deus durante a encarnação. Pelo contrário, abriu mão apenas do exercício independente dos atributos divinos. Ele ainda era pela Deidade no próprio ser, mas cumpriu o que parece ter sido imposto pela encarnação: limitações humanas reais, não artificiais. Vemos que a natureza divina e a natureza humana estão juntas na Pessoa única de Jesus Cristo.
A expressão “Filho de Deus” nas Escrituras indica claramente a natureza divina de Jesus. Sua procedência revela que Ele compartilha a mesma essência e natureza do pai. O Mestre mesmo o disse: “Saí e vim do Pai ao mundo”, (Jo 16.28).

II - Jesus é a Luz
A Palavra de Deus ensina enfaticamente que Deus é Luz (1 Jo 1.5; Sl 27.1) e que “habita na luz inacessível”, ( 1Tm 6.16). Esse título divino seria também uma designação do Messias, o Servo do Senhor ( Is 42.6,7; 9.2; Mt 4.16) O termo “Luz” aparece cerca de 20 vezes no evangelho de João (1.4,5;3.19;8.12;12.46), e , na maioria das ocasiões, refere-se a Jesus como a Luz do mundo (Jo 8.12). No relato da criação, lemos que Deus, pelo poder de sua Palavra, fez surgir a luz, que desfez o caos, (Gn 1.2,3). O Senhor Jesus é a “Luz do Mundo”, e por isso desfaz o caos da vida humana ( 2Co 4.6). Nos dois primeiros capítulos João expõe à luz de Deus, contrastando a pureza deslumbrante da sua natureza (Jo 1.5,6). O teste para sabermos se habitamos ou não na luz é se amamos ou não nossos irmãos.
III - As trevas se opõem a luz
Tanto no evangelho quanto na epístola, o termo luz é colocado em contraste direto coma a treva. Aqui está o propósito da auto-revelação de Deus – que a treva seja invadida e desafiada pela luz.
  Tanto luz como treva são termos espirituais que denotam qualidades opostas santidade e pecado. Deus é Luz, Santidade e Pureza, e é a natureza da Luz revelar-se a si mesma. Mas a luz não pode ser revelada a qualquer coisa incapaz de recebê-la. Deus tem se revelado por meio do mundo físico mas não para ele. A revelação somente pode vir seres racionais, capazes de fazer uma escolha. Eles podem aceitar ou rejeitar uma certa revelação. “Somente o homem é capaz de ser luz, isto é, ele pode receber a natureza do Logos que emana em sua direção, para que seja conscientemente transformado nela”.
Deus se revelou com o propósito de dar sua vida e luz ao homem, para que o caráter do homem possa estar em harmonia com a natureza divina. Nenhuma tem comunhão com Deus – a comunhão da vida eterna compartilhada – enquanto viver nas trevas. Se uma pessoa afirma ter esse tipo de comunhão, vive uma vida não afetada pela luz, ela está enganado a si mesmo. João declara que esse homem é mentiroso. Não é uma questão de opinião, nem de testemunho, mas da verdade da auto-revelação de Deus. Um homem escolhe viver na escuridão, não conhece a comunhão com Deus e com seus filhos.
Essa luz de Deus revelada é semelhante ao sol, que dissipa as trevas. Essa figura, no entanto, não se encaixa no pensamento de João. Ela havia dito que “ as trevas não a derrotaram” (Jo 1.5, NVI), mas ele nunca diz que a luz derrotou completamente as trevas. O mundo continua nas trevas do pecado e não há promessas que essas trevas serão destruídas enquanto durar o tempo. Analogia melhor é a de um holofote que penetra a escuridão traçando um caminho no meio dela. João fala desse tipo de caminhar na luz, mesmo no meio de trevas circundantes.  Mas as trevas não podem derrotar a luz; aquele que anda na luz desfruta da comunhão com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.
IV
 Vivendo como Filhos da Luz
No Evangelho escrito por João, ele explica que para sermos filhos da luz precisamos crer na luz, obviamente que Jesus é a luz.
Conduzir a vida e alguém em amor dá dinamismo à vida. Não há motivo mais forte a nos fazer agir. Mas o amor deve ter direção, também. Por isso o apóstolo Paulo conclama aos amados: “Andai na luz” ( Ef 5.8). Paulo contrasta a mudança espiritual usando um linguajar surpreendente: “Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas agora, sois luz no Senhor”. Antigamente, os efésios não só andavam às apalpadelas nas trevas, mas eram parte das trevas, sendo contribuintes para as trevas do pecado. Hoje, pela graça, eles são participantes da luz. Possuir luz ou estar na luz também indica a plena graça de Deus para viver de modo santo. Jesus falou sobre todo cristão ter todo o copo luminoso, não tendo em si parte alguma em trevas, (Lc 11.34-36).
Conclusão
Jesus é a luz que dissipa as trevas e como filhos da luz devemos refletir a Cristo, tendo uma vida reta e santa diante de dEle e dos homens. O cristão deve ter em sua mente o que o apóstolo ensinou que devemos andar como filhos da luz. Não podemos participar das obras das trevas. Os filhos da luz têm que reprovar os caminhos dos pecadores e não fazer parte dele.