quarta-feira, 20 de junho de 2012

Uma Viva Esperança em





Por Redação - Em Artigo, Destaques - 5/dez/2011

Conta-se que o milionário Eugene Lang, convidado para falar aos alunos de uma escola localizada num bairro pobre de Nova York, se deparou com um dilema: o que poderia dizer para inspirar aqueles estudantes a vencer na vida? Exatamente ali, o índice de abandono escolar era muito elevado; e Lang sabia que a maioria dos alunos logo seguiria por esse caminho sem futuro. Por fim, compreendeu que deveria falar aos alunos uma mensagem do fundo do coração. Ele então os aconselhou: “Continuem na escola e eu ajudarei a pagar as despesas da faculdade de cada um de vocês”.
Foi um momento culminante na vida daqueles jovens, pois pela primeira vez eles tinham esperança. O resultado é que cerca de 90% desses estudantes concluíram o curso superior.
Este simples exemplo nos mostra que pessoas com uma firme esperança têm um futuro pelo qual lutar. O contrário também é verdade: pessoas sem esperança são pessoas sem futuro. Sempre que a esperança é restaurada, a vida ressurge com um novo vigor. A esperança é, decerto, o motor da vida. Por sua vez, a fé é o ativador da vida, o combustível que alimenta e mantém esse motor em funcionamento. O amor é o motivador da vida, que dá sentido a tudo o mais.
Sempre que o limiar de um novo ano se prenuncia, esperança é a palavra da moda. É comum vermos pessoas externarem o que esperar da vida dali em diante. E a maioria, indubitavelmente, se reveste de algum tipo de esperança, embora boa parte das vezes circunscrita simplesmente ao “aqui e agora”; quase nada é dito a respeito da eternidade.
É sempre bom desejar dias melhores, ainda que a visão da vida não seja tão larga e abrangente. Mas, convenhamos, é preciso pensar na vida numa extensão para além do próprio nariz e numa profundidade que ultrapasse a rasura do próprio umbigo.
Algumas pessoas vivem como se a vida não tivesse propósito algum, como se tudo acabasse aqui mesmo. Morreu, acabou! Outros há que até pensam em alguma continuidade na vida depois da morte, como se houvesse um retorno para viver uma outra vida para, então, acertar as coisas. Mas tudo fica para depois. Há também aqueles que, mesmo sabendo que existe a eternidade, nada fazem em preparação para essa longa viagem. Vivem integralmente o conceito do “deixa como está para ver como é que fica”. Existe, porém, um tipo de pessoa que se prepara para a eternidade,pois sua vida é o reflexo da esperança de que “o melhor ainda está por vir”. Ou seja, crê que o melhor desta vida não pode de modo algum ser comparado à glória da esperança que está reservada àqueles que vivem na certeza de que seu futuro está nas mãos de Deus.
O que é comum a todos esses tipos é o fato de que cada um expressa tão somente a fé pela qual pauta a sua esperança.
A vida é como uma escola; nós somos os alunos. Deus é o “Benfeitor” que nos ajudará a chegar à eternidade. A nossa esperança não deve ser limitada, pois “se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos as mais infelizes de todas as pessoas”. Nisto cremos: “Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor”.
Aos que dizem não crer em Deus, a Bíblia diz: “Que esperança terão os ateus quando Deus lhes tirar a vida? Quando estiverem em dificuldades, Ele não ouvirá os seus gritos, pois Deus não é a alegria deles, e eles nunca fizeram orações ao Todo-Poderoso”.
A Bíblia “exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento”.
Para os que pensam saber demais para poder crer na verdade divina, há uma palavra: “Tens visto a um homem que é sábio a seus próprios olhos? Maior esperança há no insensato do que nele”.
Aos que não se acham suficientemente sábios para tomar a decisão de seguir a Jesus, há um conselho: “Sabe que assim é a sabedoria para a tua alma; se a achares, haverá bom futuro, e não será frustrada a tua esperança”.
E a sabedoria da nossa esperança consiste nessa promessa: “O Senhor mesmo… descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor”.
Para obter uma viva esperança em 2012, entregue o seu caminho ao Senhor, confie Nele, e o mais Ele fará!

Pr Samuel Câmara
Presidente da Rede Boas Novas
E-mail: samuelcamara@boasnovas.tv


Ações de Deus nos bastidores da vida

Ações de Deus nos bastidores da vida

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Por Redação - Em Artigo, Destaques - 7/nov/2011
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Numa exposição de pinturas abstratas, um visitante curioso estava absorto a contemplar uma das telas, onde uma anotação no cavalete trazia o desafio para se encontrar ali a face de Abraão Lincoln. Ele olhou fixamente para a pintura por um longo tempo, observando-a bem de perto e de diferentes ângulos. Um pouco confuso, pensou resignadamente que não havia nenhum Abraão Lincoln na tela, e rumou para a saída.
Contudo, já à porta, por mera curiosidade, se virou para uma última olhada. Então pôde ver, à distância de 30 metros, a figura imponente que se sobressaía. A face de Lincoln enchia a tela, mas não podia ser vista claramente quando demasiadamente próximo, apenas quando tinha distância e perspectiva corretas.
Assim é a vida. Vez por outra, as circunstâncias que nos envolvem podem ser tão confusas como aquela pintura abstrata. Nessas horas, a vida parece perder o sentido ou não ter propósito, como se tudo corresse a esmo e não seguisse padrão algum. Em ocasiões assim, ganha força e visibilidade a teoria de que a vida é um mero acaso, que não há propósito algum no universo, que Deus não existe, que tudo acaba depois da morte.
Como crer de modo diferente, quando seu cônjuge deixou-lhe por outra pessoa? Ou quando seu emprego de muitos anos acabou devido a um corte de custos na empresa? Ou quando seu filho foi apanhado usando drogas?
Como pensar diferente, quando o médico lhe diz que o câncer é terminal? Como pensar que há algum comando divino no mundo, quando a violência gratuita e insana lhe rouba um ente querido? Como crer, quando você fez um mau investimento que resultou na perda das economias de toda uma vida?
Embora na maioria das vezes não se possa ver, a Bíblia diz que há um padrão em algum lugar na pintura de nossa vida. O que geralmente ocorre é que podemos estar demasiadamente perto do quadro para percebê-lo. Devemos estar olhando em demasia para a lesão e não podemos ver a cura; talvez estejamos dando atenção demasiada ao dano para podermos perceber a solução.
Um dos maiores problemas que temos de enfrentar diz respeito à nossa concepção de Deus, que frequentemente se torna distorcida quando estamos em crise. Somos tão imediatistas, que se Deus não vem logo nos ajudar, falsamente supomos que Ele é injusto, ou simplesmente está alheio ao que nos acontece.
Quando percebemos só o imediato e deixamos de ver o todo, a nossa fé terá uma expressão deficiente. Assim, devemos contemplar o que está acontecendo conosco ou à nossa volta, sem jamais perder de vista a totalidade do propósito de Deus que está em andamento. Se cremos que Deus está no controle da História e das situações que enfrentamos na vida, em contrapartida devemos crer também que Ele dará a última palavra a nosso respeito. Uma fé sem essa dupla característica não estará completa.
Veja o exemplo de Moisés, que passou 40 anos como fugitivo no deserto. Isto era o acontecimento imediato; mas Deus estava dando seguimento ao plano de preparação de um líder para libertar o Seu povo do cativeiro egípcio. Observe o caso de José, cujos irmãos o venderam como escravo. Isto era o acontecimento imediato. Porém, através dessa traição familiar, o que estava em andamento era o plano de Deus de salvar não somente a sua família, mas também as nações circunvizinhas ao Egito.
Mesmo nas situações causadas por nossos próprios erros, Deus pode fazer brotar algo de bom, pois está escrito que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). É por isso que, a despeito do detestável pecado cometido por Davi, depois de seu arrependimento, Deus permitiu-lhe inspiração para escrever e deixar abençoados Salmos para a posteridade.
Talvez você esteja sendo perseguido. Lembre-se de Estevão, que foi apedrejado até a morte, sem deixar de ver que Deus estava levantando o apóstolo Paulo para um poderoso ministério. Lembre-se que, embora o governo romano tenha exilado João na Ilha de Patmos, daquela situação Deus fez fluir em livro a revelação do Apocalipse.
Por fim, olhe o exemplo de Jesus. Enquanto Ele sofria uma morte violenta, o que estava em andamento era o plano eterno de Deus para a salvação de todo aquele que crê.
Não é diferente com os demais filhos de Deus. O que está acontecendo nos bastidores da sua existência pode ter um resultado glorioso, se você guardar a fé e andar com Deus, até que Ele conclua os Seus propósitos na sua vida.
Pr Samuel Câmara

Perguntas honestas, respostas francas

Perguntas honestas, respostas francas

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Por Redação - Em Artigo, Destaques - 11/nov/2011
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De algum modo, as respostas que damos a certas perguntas têm a capacidade de desvendar o que está no nosso íntimo, desnudando-o e demonstrando quem realmente somos. Quem já passou por uma crise de identidade — quando se perguntou quem é realmente e por que está aqui — sabe que há três momentos específicos quando esta crise é mais comum.
Na adolescência, no período das “descobertas”, ao mesmo tempo em que tentamos saber quem somos, procuramos nos adaptar ao círculo de amigos e buscar aprender o significado da vida. Na meia-idade, no auge da luta contra os anos, alguns ficam desapontados por não terem alcançado o que esperavam da vida, mas sem ânimo para buscarem novos rumos. Bem mais tarde, quando bate a consciência de que a vida chegou ao seu ocaso, somos forçados a pensar em que tipo de pessoa nos tornamos.
Assim, em qualquer época da vida, a resposta que damos sobre quem realmente somos pode falar muito a nosso respeito. Responda, portanto, as três perguntas seguintes. Suas respostas poderão dizer quem você é e para onde está indo.
Como viveria se soubesse que teria apenas 24 horas de vida? Se escolhesse ficar com seus entes queridos, você é de uma natureza profundamente emotiva. Se preferisse ficar sozinho, você é inseguro e descontente com a vida, estando sujeito a venetas. Se preferisse fazer uma farra de despedida, você daria provas de ser um fatalista que, conformado, aceita o que quer que a vida lhe reserve. Se guardasse consigo esse segredo e passasse o dia como qualquer outro, então mostraria ter uma têmpera forte e um espírito determinado.
Onde você passará a eternidade? Se dissesse que não sabe, porque isso só a Deus pertence, mas não sabe o que Deus já falou a respeito, então você está em apuros e sua vida corre perigo. Se dissesse que não se importa, porque depois da morte acaba tudo, está fazendo o papel de cético e desinformado. Você não seria muito diferente de alguém que parte sem saber para onde.
A Bíblia diz que depois da morte segue-se um acerto de contas com o Supremo Juiz (Hb 9.27). Assim, se você afirmasse estar seguro pela fé em Jesus, que vai habitar para sempre com o Senhor no Céu, pois crê na obra que Jesus realizou na cruz por todos os pecadores e que a Sua ressurreição nos garante o direito à vida eterna, então você encontrou o verdadeiro caminho, a única verdade e a plenitude da vida. Tudo isso sintetizado numa só pessoa: Jesus!
Quem é você? Segundo a Bíblia, há somente dois tipos de pessoas: os salvos pela fé em Jesus Cristo e os perdidos. É bom, portanto, rever o que a Palavra de Deus diz sobre os salvos. São perdoados: “Dele [Jesus] todos os profetas dão testemunho de que, por meio de seu nome, todo aquele que nele crê recebe o perdão dos pecados” (At 10.43). Foram reconciliados com Deus: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo… Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões” (2 Co 5.18).
Os salvos são novas criaturas em Cristo: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Co 5.17). São filhos e herdeiros de Deus: “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo” (Rm 8.16).
Se você sabe quem é, de fato, tem de saber também o que está fazendo aqui e para onde está indo. Do contrário, será como o rei que deu um cetro ao bobo da corte, para que o repassasse a uma pessoa ainda mais tola que ele, quando finalmente a encontrasse.
Ora, tempos depois, estando muito doente, o rei mandou chamar o bobo para que este lhe fizesse umas gracinhas. Enfadado e sem conseguir rir, o rei lhe confessou que estava para partir numa longa viagem sem volta. O bobo lhe perguntou: “Vossa Majestade se preparou para essa longa viagem?” O rei respondeu que não. Então, o bobo passou o cetro às mãos do rei, e concluiu: “Vossa Majestade ordenou que eu desse este cetro a um homem mais bobo do que eu. Sinto muito, Majestade, mas acabo de encontrá-lo; o cetro lhe pertence”.
Agora, responda francamente: você está preparado? Apenas lembre-se: quem você é, ou onde vai passar a eternidade, depende das escolhas que faz na vida. Com Jesus ou sem Ele.
Escolha seguir a Jesus e desfrute o melhor da vida, aqui e agora, e por toda a eternidade!
Pr Samuel Câmara

Preparados para o fim da história

Preparados para o fim da história

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Por Redação - Em Artigo, Destaques - 18/nov/2011
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Quando pensam no fim da história, muitos migram do profetismo eclético de Nostradamus ao catastrofismo estreito do Calendário Maia, cujo fim do mundo está previsto para 2012. Ou então, no caminho oposto, buscam respostas no intelectualismo teórico de Francis Fukuyama, autor da teoria do fim da história, na qual sustenta que a evolução política da humanidade foi concluída com o desaparecimento do comunismo e a vitória da democracia, cuja estabilidade social e política mundial resultará na tão sonhada paz mundial.
Quando 2012 passar, o Calendário Maia estará definitivamente desacreditado ou necessitando de novas interpretações, assim como acontece costumeiramente com as profecias de Nostradamus. Quanto ao professor Fukuyama, sua teoria tem sofrido um enorme e irreversível descrédito.
Se lermos o que a Bíblia diz sobre o fim da história, porém, entenderemos que geralmente os investigadores proféticos cometem um erro duplo: de tempo e de modo. De tempo, porque os eventos que determinarão o fim da história ainda estão por vir, e todos estão preditos nas Sagradas Escrituras. De modo, porque o fim virá, não com uma democracia mundial, mas quando o totalitarismo político com viés religioso centrado na adoração estatal estiver instalado em escala global.
Mas todos estão certos num ponto: o fim da história virá! Antes do fim, porém, existirá paz e prosperidade como nunca vistos no mundo, embora por pouco tempo. O ditador será de outra estirpe, pois não tomará nada à força, como os ditadores comuns costumam fazer; antes, todo o poder lhe será entregue pacificamente pelos próprios líderes das nações. Quando, porém, o ditador manifestar sua real personalidade e aquilo que pretende fazer, o mundo virará um verdadeiro caos.
A Bíblia o chama de Anticristo, o homem da iniquidade, o filho da perdição, a besta. Ele será um homem notável e poderoso, responsável pela construção de um sistema econômico global, uma verdadeira teia, da qual ninguém poderá escapar. Perto disso, a Internet, como hoje a conhecemos, será fichinha. Só poderá comprar ou vender quem portar “a marca da besta”. Esse sistema, contudo, desabará inexplicavelmente de uma hora para outra, causando perplexidade e espanto (Ap 13.17; 18.10).
O Anticristo requererá adoração como se fosse Deus. Isto servirá de ponto de partida para uma perseguição sem precedentes a cristãos e judeus, coisa que fará Hitler parecer um monge.
A esse tempo Jesus chamou de “grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais”. Ao final desses dias “os homens buscarão a morte e não a acharão; também terão ardente desejo de morrer, mas a morte fugirá deles” (Ap 9.6).
Mais uma vez os judeus serão culpados pelos males do mundo, agora como vilões da derrocada do sistema econômico mundial. Então, o Anticristo reunirá as nações para atacar Israel e riscá-lo definitivamente do mapa. É o velho espírito de Arafat em ação. Contudo, é neste ponto que a tese do fim da história será redefinida.
Israel estará em grande aperto, sem nenhuma chance diante de forças tão poderosas. Será esmagado, caso não ocorra um milagre. Nesse ponto, os céus se abrirão, e aparecerá o Rei dos reis, Jesus Cristo, com seu poderoso exército. Ele vem para pelejar e vencer. Nada menos. Mas a besta e os reis da terra se voltarão para guerrear contra Jesus. Resultado: eles serão destruídos! “A besta foi aprisionada, e com ela o falso profeta… e foram lançados vivos dentro do lago de fogo” (Ap 19.20).
Em seguida, Satanás será preso por mil anos. Nesse período, Jesus reinará na terra, a partir de Jerusalém, quando haverá paz e justiça. “Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá a seduzir as nações… a fim de reuni-las para a peleja. Marcharam, então, pela superfície da terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu” (Ap 20.7-10). Satanás será então lançado no lago de fogo.
Um dia, ouvir-se-á o brado: “O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos”.
O fim da história, portanto, não virá com catastrofismo barato nem com a vitória da democracia, mas com a instalação de um governo teocrático. Não do tipo que conhecemos, com velhinhos de turbante ou sacerdotes falando asneiras e cometendo atrocidades em nome de Deus. Antes, o próprio Jesus Cristo, que é Deus, Senhor e Rei, finalmente governará o mundo com justiça e equidade.
Como todos os sinais preditos por Jesus (Mateus 24) apontam que o fim está próximo, o que mais importa agora não é saber quando isto acontecerá, mas se estamos realmente preparados. Você está?
Pr Samuel Câmara
Presidente da Rede Boas Novas
E-mail: samuelcamara@boasnovas.tv

Ele fez a maior diferença no mundo

Ele fez a maior diferença no mundo

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Por Redação - Em Artigo, Destaques - 25/nov/2011

Geralmente encontramos inúmeras obras que tentam recontar a história, mas que não escapam de ter como sequência um amontoado de catástrofes recheadas de datas. Porém, é raro encontrar quem busque retratar a história a partir das histórias de personagens que contribuíram com grandes dons para o desenvolvimento da humanidade. E se o autor destaca o personagem que fez a maior diferença no mundo, mais raro ainda.
Thomas Cahill realizou essa façanha, tendo escrito uma obra de sete volumes na qual buscava recontar a história sob esse prisma. No volume III, Cahill trata especificamente de Jesus de Nazaré, a quem denominou de “a figura central da civilização”, aquele que definitivamente fez “a maior diferença no mundo”.
A vida de Jesus na Terra foi extraordinária, de qualquer ângulo que se enxergue, de qualquer contexto que se leia. Mas quando celebramos o Seu nascimento, o fazemos de maneira completamente diferente da que geralmente se faz dos outros personagens da história. Quando é hora de homenagear as figuras imponentes da história, não pensamos neles como bebês.
É difícil sequer imaginar os franceses homenageando Napoleão como um pequeno bebê de fraldas; ou os americanos homenagearem Abrahão Lincoln fofinho em sua cabana de toras de madeira no Kentucky; ou os brasileiros homenageando o Marechal Deodoro num berço, em vez de montado num cavalo e com a espada em riste. Estes e todos os outros são lembrados por suas contribuições como adultos. A obra de Jesus adulto foi mais importante do que qualquer outra, mas especialmente por ocasião do Natal pensamos Nele como “um menino”.
O profeta Isaías escreveu: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”.
“Um menino nos nasceu”, ou seja, Jesus se tornou um de nós, nascendo da mesma forma que todos os simples mortais.
“Um filho se nos deu”, ou seja, Jesus era Deus em forma humana, chamado também de o Filho de Deus, aquele que se tornou carne e habitou entre nós. Ele foi o maior presente de Deus para a humanidade: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Jesus como bebê foi marcante porque Ele era o próprio Deus, o Criador do Universo visitando este planeta. Precisamos nos maravilhar com a Sua encarnação, pois foi esse fato que abriu a porta da salvação para todos nós. É preciso celebrar o bebê, sem tampouco esquecer que é necessário confiar no Homem Salvador, pois é isso que torna o Natal tão completo.
Grandes homens exprimiram suas opiniões sobre Jesus: Truett disse: “Cristo era tão realmente homem como se não fosse Deus, e era tão realmente Deus como se não fosse homem”. Jean Ritcher asseverou: “Jesus foi o mais puro entre os poderosos, e o mais poderoso entre os mais puros!”
Napoleão Bonaparte sentenciou: “Vós falais de César e Alexandre e de suas conquistas, mas podeis conceber homens mortos fazendo conquistas? Jesus Cristo, morto há séculos, governa o mundo de hoje! Alexandre, César, Carlos Magno e eu fundamos impérios. Sobre o que, porém, repousou a criação dos nossos gênios? Sobre a força. Jesus Cristo fundou seu império sobre o amor, e nesta hora milhões de pessoas morreriam por ele”.
O anjo Gabriel anunciou assim seu nascimento: “E lhe porás o nome de JESUS, porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados”. Pedro afirmou: “Por meio de seu nome, todo aquele que Nele crê recebe o perdão de pecados”. Assim, o que torna Jesus o maior e mais importante presente de todos é principalmente essa singularidade: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”.
Natal é sinônimo de presente, sendo o maior de todos, Jesus Cristo. Natal é sinônimo de Salvação. Sem Jesus e sem salvação o Natal jamais será completo. Natal é também o tempo de reconhecer que só Jesus faz em nós a diferença que faz a diferença. Quando alguém recebe Jesus no coração como seu Salvador pessoal, tem os pecados perdoados, sua alma é cheia de paz e sua vida é orientada por Deus. Isso é novo nascimento. Isso é viver o verdadeiro Natal.
A minha oração é que neste Natal o Senhor Jesus, aquele que fez a maior diferença no mundo, tenha motivo para se orgulhar da diferença que estamos fazendo e do modo como celebramos o seu aniversário.
Feliz Natal e Abençoado Ano Novo!
Pr Samuel Câmara
Presidente da Rede Boas Novas
E-mail: samuelcamara@boasnovas.tv

Para se alcançar o Céu

Para se alcançar o Céu

Por Redação - Em Artigo - 23/set/2011

Um pastor e sua esposa foram convidados para um jantar na casa de uma família da igreja, juntamente com outras pessoas. A mãe da anfitriã, que ficara sentada à sua frente, lhe disse: “Ah, pastor, que bom que estou sentada à sua frente, porque há uma pergunta que eu sempre quis fazer a um ministro”. Ele replicou: “Muito bem, ficarei feliz em tentar respondê-la. Espero que não seja muito difícil, senão vou ter de perguntar à minha esposa. Mas o que é?”. Ela disse: “Quão boa uma pessoa precisa ser para poder alcançar o Céu?”.
O pastor pensou que muitos deviam estar fazendo essa pergunta a si mesmos e que não poucos se preocupavam com isso. Porém, aquela senhora pelo menos teve inteligência o bastante para concluir que, se as pessoas vão para o Céu por serem boas, então alguém deveria perguntar quão bom é o bastante para chegar lá. De fato, ela queria saber qual seria a nota mínima para passar no teste.
Ele então disse: “É essa a pergunta? Ora, isso é fácil”. O rosto da distinta senhora se iluminou por ele saber a resposta. Ele concluiu: “Esta é a pergunta mais fácil de responder. A senhora nunca mais vai precisar se preocupar com essa pergunta, pois a partir de hoje saberá a resposta”. Ela disse: “O senhor nem imagina como estou aliviada. Venho me perguntando isso há anos. Qual é a resposta?”.
Ele disse: “Jesus deu a resposta de maneira bem clara e inteligente, quando afirmou: “Sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt 5.48). Já que nenhum de nós é perfeito, nem pode corresponder ao padrão de Deus, e todos estamos muito aquém disso, Jesus Cristo veio fazer o que éramos incapazes de realizar. A lei de Deus mostra a nossa condição de desamparo e desesperança. Ela indica que se transgredimos em um único ponto já somos culpados de todos; além disso, nos levaria imediatamente ao julgamento, onde veríamos o inexorável final de nosso processo. No final, todos seríamos condenados”.
O sorriso deixou o rosto daquela senhora. Ela parecia um daqueles personagens de desenho animado que acabam de ser atingidos por uma panela. Seu rosto parecia ter caído em cima da mesa, e ela ficou um bom tempo sentada ali em silêncio. Então, ela disse: “Acho que agora me preocupo com esta pergunta mais do que antes”. Desse ponto em diante, o pastor passou a compartilhar com ela as boas novas do evangelho de Jesus Cristo.
De início, é importante salientar que há dois tipos de pessoas: as que estão tentando chegar ao Céu pelos seus próprios esforços (boas obras) e aquelas que confiam inteiramente em Cristo para a sua salvação eterna (boas novas). Mas para estar em qualquer um desses extremos é preciso fazer uma escolha pessoal. E essa questão de como podemos alcançar o Céu, convenhamos, é uma daquelas situações que têm duas alternativas. O que é comum às duas é que, enquanto estamos decidindo qual opção escolher, descobrimos que já estamos em uma delas.
Imagine que, numa noite escura, você esteja velejando em alto mar e um navio enorme esteja vindo em sua direção, já bem próximo. Você tem duas opções: pegar uma boia e saltar no mar para salvar sua vida… ou ficar para tentar fazer uma manobra impossível para salvar o barco e a vida. Bem, uma coisa é certa: enquanto você pondera a respeito dos prós e contras das duas opções, já está envolvido numa escolha — você está dentro do barco e o navio está se aproximando.
Para se alcançar o Céu, é preciso fazer uma escolha entre o caminho da religião e o caminho de Cristo. Todas as religiões pregam que devemos fazer algo para nos elevarmos a um estágio superior e, de algum modo, chegarmos a Deus. O que elas pregam pode ser resumido numa só palavra: “faça”. O Evangelho, porém, é a antítese de todas as religiões. Sua mensagem básica não é que devemos fazer algo, mas sim que tudo “está feito”.
Não foi sem propósito que as últimas palavras de Jesus na cruz foram: “Está consumado!”. Um fato notável é que a palavra grega (tetelestai) dita por Jesus em seu último alento era usada geralmente em transações comerciais, cujo significado era: “completamente pago”. Em suma, isso quer dizer que Jesus já pagou toda a dívida dos nossos pecados. Agora, em contrapartida, todos os que confiam inteiramente Nele podem ser completamente perdoados e ter livre acesso à vida eterna.
De fato, para se alcançar o Céu é preciso fazer uma escolha: crer em Jesus ou não. Qual a sua escolha?
Samuel Câmara
Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA – Igreja Mãe

É Festa!








Por Samuel Câmara - Em Artigo, Destaques - 18/jun/2012



A Bíblia mostra que Deus gosta de ver o Seu povo celebrando vitórias, festejando conquistas, enquanto se alegra em Sua bendita presença. Não cometemos nenhuma heresia em dizer que “Deus é festeiro”, pois sabemos, como está escrito, que “a alegria do Senhor é a nossa força”. Deus se revelou assim ao povo de Israel e lhe instituiu várias festas, pois queria que o Seu povo festejasse e se alegrasse em Sua presença. Foi assim também com a Igreja, em seus primórdios, que vivia uma constante festa espiritual, a despeito das muitas perseguições.
Está escrito que os irmãos da Igreja Primitiva “perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”, e que, por isso, acabaram “caindo na graça de todo o povo” (At 2.42,47). Esta Igreja só caiu na graça de todo o povo porque se tornou um canal das bênçãos de Deus para este mesmo povo a quem servia. Era exatamente assim que a Igreja Primitiva se movia, vivendo constantemente uma “festa” na alegria do Espírito Santo. Isso era demonstrado intensamente por eles enquanto serviam a Deus e a todo o povo com amor e integridade de coração.
A mensagem de esperança que pregavam indicava que povo podia contar com a Igreja, que o Senhor Jesus estava presente, que Deus se importava com as pessoas e as amava. Foi assim que uma Igreja, iniciada com cerca de cento e vinte pessoas, no Dia de Pentecostes, atingiu em pouco tempo uma multidão que ninguém podia contar.
Festejar as conquistas e celebrar as vitórias fazia parte daquela Igreja, assim como faz parte da vida da Assembleia de Deus desde a sua fundação, há 101 anos, quando os pioneiros Daniel Berg e Gunnar Vingren, juntamente com poucos crentes em Jesus, iniciaram esta grande obra, reconhecidamente o maior movimento pentecostal do mundo.
Celebramos no ano passado o nosso Centenário cheios de alegria e gratidão a Deus. Chegou o tempo de celebrarmos o 101º aniver¬sário da Assembleia de Deus em Belém do Pará e no Brasil, agora como pioneiros de uma nova etapa histórica, pois somos os Pioneiros do Bicentenário.
Estamos prontos para receber a visita de pastores, caravanas e irmãos do interior do Pará e de todo o País, que vêm celebrar conosco mais este triunfo para a glória de Deus.
Esta Festa está sendo especialmente celebrada no Centenário Centro de Convenções, quando esperamos receber neste grande “Cenáculo” um poderoso derramamento do Espírito Santo sobre todo o povo de Deus.
Louvamos a Deus porque, ontem à noite a Festa foi iniciada com um culto de louvor e ado¬ração, no Centenário Centro de Convenções. Que Festa! Que glória! Logo depois, a Igreja participou de uma grande vigília, que começou às 22 horas e foi até de manhã, quando milhares de pessoas buscaram a Deus em oração, adoração e louvor, intercedendo por nosso País e nosso povo.
Fique atento para a nossa programação. Neste sábado, teremos Conferências (8h) e um grande culto de celebração a Deus (19h). Neste domingo, a começar pela manhã (8h), acontecerá o Grande Batismo Pioneiros do Bicentenário. À noite, teremos cultos de celebração a Deus em todos os templos da Assem¬bleia de Deus em Belém. Segunda-feira, dia 18, quando é celebrado o Dia da Assembleia de Deus, vamos iniciar com Conferências (8h) e encer¬rar celebrando um grande culto de louvor e gratidão a Deus (19h) no Centenário Centro de Convenções.
Mais uma vez, como parte dessa vibrante história, a missio¬nária Boas Novas fará a cobertura de toda a nossa celebração, transmitindo “ao vivo” a programação para todo o Brasil.
Bem-vindos a Belém do Pará! Nosso ilustres visitantes podem dizer: “Vamos até Belém e vejamos as maravilhas que o Senhor nos deu a conhecer”. Você está especialmente convidado para celebrar o 101º Aniversário da Assembleia de Deus em Belém e no Brasil, com o tema “Pioneiros do Bicentenário”. Sendo você mesmo um pioneiro dessa nova caminhada, esperamos você e sua caravana, para juntos fazermos uma grande festa para Deus!
Você poderá celebrar conosco e visitar os pontos turísticos e históricos da nossa saga assembleiana, conhecendo os locais que contam a história da Assembleia de Deus e que marcaram o nosso Centenário. Você terá disponível um Mapa Turístico de Belém especialmente organizado com esse pontos em destaque, podendo também visitar o Museu Nacional da Assembleia de Deus.
As autoridades estão especialmente convidadas para a nossa Festa. Agradecemos aos vereadores pela solenidade na Câmara Municipal, ocorrida nesta última quinta-feira, quando aquela Casa honrou a Assembleia de Deus e sua história.
O que mais nos anima, porém, é saber que a nossa Festa terá, como sempre, um ilustre personagem: Jesus Cristo! Ele com certeza estará presente, salvando, curando e batizando com o Espírito Santo! Você é bem vindo! É festa!

Samuel Câmara
E-mail: samuelcamara@boasnovas.tv
Pastor da Assembleia de Deus em Belém

sexta-feira, 15 de junho de 2012

O que pode engrandecer uma pessoa






Por Samuel Câmara - Em Artigo, Destaques - 2/jun/2012

Davi, rei de Israel, era soberano, líder máximo. Tinha um exército fabuloso e bem treinado, e ganhou todas as guerras de que participou. Era temido pelos inimigos e amado pelo seu povo. Foi compositor, poeta, cantor e profeta. Seus Salmos, ainda hoje, tocam profundamente o coração das pessoas. Se tivéssemos que escolher um epitáfio para adornar seu túmulo, alguns certamente usariam frases com rasgados elogios. A opinião do próprio Deus a seu respeito era: “Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração”.

Davi, porém, tinha uma ideia do seu próprio tamanho, expressa corretamente neste Salmo: “Senhor, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no Senhor, desde agora e para sempre” (Sl 131).

Temos aqui três visões em perspectiva. A visão das pessoas e a visão de Deus a respeito de Davi, assim como a visão de Davi sobre si mesmo. Assim acontece também conosco. As decisões que tomamos na vida partem sempre de uma dessas visões, ou mesmo de todas juntas. A ordem em que priorizamos cada visão, porém, é que determina o sucesso ou o fracasso que teremos na vida.

O exemplo de Davi, embora distante na história, é singular e profundamente expressivo, pois serve de modelo, ainda hoje, para nos ajudar a ver corretamente a vida e vivê-la de modo intenso e produtivo.

Para Davi, Deus era único e tudo na sua vida, o ponto de partida e de chegada, não aquilo que pensava sobre si mesmo, ou o que os outros achavam dele. Seus Salmos falam insistentemente na grandeza de Deus como Criador, apregoam a Sua sabedoria, testemunham o cuidado amoroso com os que sofrem, afirma a fortaleza que Deus representa para os abatidos, entre outras coisas. Mas o que seus Salmos demonstram de um modo espetacular é a intimidade de Davi com o Senhor. Ele dizia: “A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança” (Sl 25.14).

Davi entendia que fora criado com um propósito divino, não era um mero fruto do acaso (Sl 139). O propósito maior era amar a Deus sobre todas as coisas e ser um instrumento para o Seu louvor. Seus Salmos, em vista disso, eram verdadeiros poemas de amor a Deus.

A palavra poema vem da mesma palavra grega traduzida para criação e manufatura. Indica que somos uma “obra de arte” feita por Deus, não objetos de uma linha de montagem de produção em massa. Fomos objetos de reflexão, o que de certa forma tomou, por assim dizer, o tempo de Deus. O resultado é uma obra-prima, exclusiva e feita sob medida, o que torna cada ser humano único e especial. Davi celebrava isso também em seus Salmos.

Nem sempre é possível evitar que as opiniões alheias nos influenciem, nem mesmo que nos causem algum dano, principalmente quando são injustas e infundadas. Davi, como qualquer um de nós, também era vítima dessas coisas. Mas em vários Salmos vemos o rei de Israel de joelhos diante do Senhor, pedindo que Deus o proteja, que lhe faça justiça contra os seus inimigos. Não o vemos exercendo justiça com as próprias mãos, embora o pudesse fazer, pois era o rei mais poderoso de sua época.

A maioria de nós anda em busca de grandes coisas, ou luta por reconhecimento. Muitos querem mais poder, mais dinheiro, mais disso, mais daquilo. Enfim, são testemunhas vivas de que a medida do ter jamais se enche. Mas quem faz calar e sossegar a própria alma, só o faz porque sabe o caráter que tem e se vê na perspectiva correta diante da vida. Em outras palavras, não tem o coração soberbo, nem olha a vida de um modo altivo; antes, importa-se com o que Deus pensa a seu respeito. Como uma criança desmamada nos braços da mãe, confia em Deus e somente Nele coloca a sua esperança.

A razão pela qual tomei Davi como exemplo, é porque ele era um grande homem, em todos os sentidos. Era rei, rico, bonito, sábio, poderoso, famoso, enfim, tudo o que a maioria das pessoas de algum modo desejaria ser.

Infelizmente, não são poucos os que pensam que servir a Deus é só para os pobres e desvalidos. Mas Davi, com sua história, contradisse tal falácia, assim como o fizeram também muitos servos de Deus.

Servir a Deus não é somente o maior tesouro que se pode ter na vida, disponível a todos, é também o que nos torna verdadeiramente grandes.

Samuel Câmara
E-mail: samuelcamara@boasnovas.tv
Pastor da Assembleia de Deus em Belém


quinta-feira, 14 de junho de 2012

A diferença entre ser e parecer





Por Samuel Câmara - Em Artigo, Destaques - 20/mai/2012







Na Roma republicana, os mistérios anuais da “boa deusa”, que somente mulheres podiam ver, tinham lugar na residência oficial do ditador Júlio César, sob a presidência de sua esposa Pompeia. Um jovem nobre devasso, de nome Publius Clodius compareceu à reunião disfarçado de mulher. Parecia que ele tentava um caso com Pompeia, mas é possível que tivesse ido apenas para satisfazer sua curiosidade. Publius foi reconhecido e o resultado se tornou dos mais escandalosos, porque os senadores da comissão de inquérito pensavam que, por fim, poderiam descobrir o que suas esposas faziam nesse festival.



César divorciou-se de Pompeia imediatamente e mandou-a de volta para sua família sem explicação nem desculpa, como era direito de todo marido romano. Mas perante a comissão senatorial ele protestou que não havia provas a dar, pois naquela noite cerimonial estivera ausente de casa, como qualquer homem deveria estar. Um senador perguntou-lhe por que, nesse caso, se divorciara de sua esposa. E César deu sua célebre resposta: “À mulher de César não basta ser honesta, é preciso também parecer honesta”.



Para César, no mundo das relações públicas, era necessário evitar a aparência do mal, pois esta, quando estabelecida, poderia causar muito maior dano que o próprio mal. A razão é simples. O mal, uma vez ocorrido, é um fato, fala por si só, por mais abjeto e danoso que seja. A aparência do mal, por ser apenas uma miragem, pode dar ênfase a várias interpretações e mexericos. Assim, portanto, não bastava apenas ser, era preciso também parecer; e uma coisa não devia andar sem a outra.



O problema da relação entre ser e parecer, no entanto, tem uma outra faceta, igualmente importante de ser notada. Digamos, é o outro lado da moeda. Isto acontece quando o que se aparenta ser é uma coisa totalmente diversa do que se é realmente. É o “efeito denorex”, que “parece, mas não é”. Por exemplo, um político corrupto contumaz, nas mãos de um marqueteiro, tenta parecer um santo e salvador da pátria.



Quanto ao primeiro caso, há inegavelmente um sem número de cidadãos que levam a vida de modo correto, evitam a todo custo a aparência do mal, tentam viver de um modo socialmente impecável. Essas pessoas, em geral, não são notícia; vivem na discrição do anonimato. Na outra ponta, lugar comum na mídia, estão aqueles que vivem uma coisa em privado, mas tentam nos fazer crer em outra em público.



O mundo político brasileiro está cheio de exemplos dos que dão mais valor à aparência que ao fato do ser. Uma candidata a prefeita, numa eleição, chamou um candidato de nefasto. Na eleição seguinte, por estar em posição desfavorável, se aliou ao mesmo. Bem, se nefasto fosse um elogio, não haveria o que questionar. Mas não é. Uma pessoa nefasta é alguém “trágico, sinistro, de mau agouro; é quem causa desgraça”. Assim também, partidos políticos historicamente antagônicos, nos últimos tempos, costumam se aliar para tirar vantagens eleitorais momentâneas; ou fazem acordos espúrios em troca de cargos.



As Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), outrora recheadas de credibilidade, carregam também o seu quinhão de desconfiança. Embora não tenha sido uma criação tupiniquim, o instrumento da CPI teve aqui um largo aprimoramento institucional. Ajudou a derrubar um presidente acusado de corrupção, ajudou na limpeza do Congresso de deputados e senadores envolvidos em falcatruas orçamentárias. Agora, porém, parece servir a alguns parlamentares para fins unicamente de defender interesses próprios, numa “cachoeira” de chantagens, achaques, intimidações, denuncismo, em vez de continuarem a defender a causa pública.



Uma instituição que se diz séria precisa também parecer séria. Por isso se utiliza do instrumento da publicidade para exaltar sua imagem e produtos, quer sejam serviços ou bens de consumo. Quando a imagem não corresponde ao produto, geralmente a própria instituição cai em descrédito.



É assim também com uma pessoa física. Seu maior produto é o caráter. Quando suas atitudes não correspondem à imagem ostentada, a pessoa cai em desonra. E quando insiste em parecer o que não é, cabe-lhe finalmente a pecha de hipócrita.



Jesus se insurgiu muitas vezes duramente contra os fariseus hipócritas, pois estes pareciam ser honestos e justos e santos, mas eram tão somente “sepulcros caiados”. Ora, ainda hoje, a sociedade deplora a atitude de líderes religiosos que pregam uma coisa e vivem outra. Espera-se que o produto corresponda ao caráter, pois é fácil saber a diferença entre ser e parecer.



César tinha razão num ponto. De fato, não basta ser honesto, é preciso também parecer honesto. O equilíbrio nesse quesito é que dá a um povo dignidade e força para continuar lutando pelo bem, sem desvanecer ou entregar os pontos, sem desanimar da virtude ou rir-se da honra, sem ter vergonha de ser honesto ou deixar de lutar para ser e parecer verdadeiro.



Samuel Câmara

 E-mail: samuelcamara@boasnovas.tv

 Pastor da Assembleia de Deus em Belém

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Mel na caveira de um leão morto


Sansão foi levantado por Deus num tempo de opressão. Seu nascimento foi um milagre. Foi consagrado a Deus como nazireu desde o ventre. Tornou-se um portento. Sua força era colossal. Era um jovem prodígio, um verdadeiro gigante, homem imbatível. Seu único problema é que não conseguia dominar seus impulsos. Um dia viu uma jovem filisteia e disse a seu pai: “Vi uma mulher em Timna, das filhas dos filisteus; tomai-ma, pois por esposa [...] porque só desta me agrado” (Jz 14.2,3). Seu pai tentou demovê-lo, mas Sansão não o ouviu.
Certa feita, caminhando pelas vinhas de Timna, um leão novo, bramando, saiu ao seu encontro, mas Sansão rasgou esse leão como se rasga um cabrito. Depois de alguns dias passou pelo mesmo local e foi dar uma olhada no corpo do leão morto. Estava ali, na caveira do leão, um enxame de abelhas. Sansão pegou um favo de mel nas mãos e se foi andando e comendo dele (Jz 14.8,9). Sansão era nazireu e não podia tocar em cadáver. Ele quebrou, ali, o primeiro voto de sua consagração a Deus. Ele procurou doçura na podridão. Ele comeu mel da caveira de um leão morto. Muitos ainda hoje buscam prazer no pecado e procuram doçura naquilo que é impuro. Por isso, perdem a unção, a paz e a intimidade com Deus.
A Bíblia diz que um abismo chama outro abismo. Porque Sansão quebrou o primeiro voto do nazireado, abriu a porta para outras quedas. Na festa de casamento, com vergonha de assumir sua posição de nazireu, Sansão fez ali um banquete; porque assim o costumavam fazer os moços (Jz 14.10). Sansão preferiu imitar os moços de sua época a posicionar-se como um ungido de Deus. Além de não tocar em cadáver, um nazireu não podia beber vinho. Mas, Sansão quebrou mais esse voto de consagração por não ter peito para ser diferente e fazer diferença. Daí para frente, sua vida foi de queda em queda. Coabitou com uma prostituta em Gaza (Jz 14.1) e afeiçoou-se a Dalila (Jz 14.4). Essa mulher astuta o seduziu e arrancou dele a confissão acerca da origem de sua força. Um nazireu não podia cortar o cabelo, mas a cabeça de Sansão foi raspada. Esse jovem prodígio perdeu sua força. O Espírito Santo retirou-se dele. Caiu nas mãos dos filisteus. Estes, lhe vazaram os olhos e escarneceram dele num templo pagão.
Sansão brincou com o pecado e o pecado o arruinou. Sansão não escutou conselhos e fez manobras erradas na vida. Sansão fez pouco caso de seus votos de consagração e perdeu o vigor de seu testemunho. Perdeu sua força e sua visão. Perdeu sua dignidade e sua própria vida. Vocacionado para ser o libertador do seu povo, tornou-se cativo. Porque desprezou os princípios de Deus, o nome de Deus foi insultado num templo pagão por sua causa.
A vida de Sansão é um brado de alerta para a nossa geração. Há muitos jovens, que à semelhança de Sansão, não escutam seus pais. Muitos jovens, mesmo sendo consagrados a Deus, filhos da promessa, vivem flertando com o mundo, amando o mundo, sendo amigos do mundo e conformando-se com o mundo, procurando mel na caveira de leão morto. Muitos crentes têm perdido a coragem de ser diferentes. Imitam o mundo em vez de serem luz nas trevas. Fazem suas festas como o costumam fazer aqueles que não conhecem a Deus. Transigem com os absolutos de Deus e entregam-se às aventuras, buscando uma satisfação imediata de seus desejos. Esse caminho, embora cheio de aventuras e prazeres, é um caminho de escuridão, escravidão e morte. O pecado é um embuste. Promete prazer e traz tormento. Promete liberdade e escraviza. Promete vida e mata. O pecado levará você mais longe do que gostaria de ir; reterá você mais tempo do que gostaria de ficar e, custará a você um preço mais do alto do que gostaria de pagar


Hernandes Dias Lope

O vale da dor




Referência: Mateus 26.36-46
INTRODUÇÃO
1. O vale da dor é incontornável. Todos passamos por ele. Todos sofremos.
2. Jesus também teve o seu Getsêmani. O jardim do Getsêmani fica no sopé do Monte das Oliveiras, pois ali existia muitos olivais. Getsêmani significa lagar de azeite, prensa de azeite.
3. Por ser um aparato destinado a receber os frutos da oliveira, para transformá-los em óleo, produto de muitas utilidades, o dito aparato era instalado mesmo no interior do jardim das Oliveiras.
4. Foi neste lagar de azeite, onde as azeitonas eram esmagadas, que Jesus experimentou o mais intensa e cruel agonia. Ali sua vida foi moída. Ali foi esmagado sob o peso dos nossos pecados. Ali seu corpo foi golpeado. Ali suou sangue. Ali enfrentou a fúria do inferno, o silêncio do céu.
I. O PRELÚDIO DO VALE DA DOR 
1. Olhe pela janela dos quatro evangélicos e veja que noite fatídica foi aquela para Jesus.
2. Lá estava Jesus, com os doze discípulos, celebrando a Páscoa
a) Ele ensina a eles a humildade, lava-lhes os pés;
b) Ele aponta o traidor, e este sai na escuridão daquela noite para o trair;
c) Ele lhes dá o novo mandamento;
d) Ele avisa a Pedro “Nesta noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes”.
e) Ele lhes consola: “Não se turbe o vosso coração…”
f) Ele ora por eles (Jo 17).
3. Saem de noite, do Cenáculo, na noite da trama, da armadilha, dos acordos escusos, do suborno traidor, na calada da noite. O sinédrio está reunido na surdina, urdindo planos diabólicos, subornando testemunhas, comprando a consciência fraca de Judas.
4. Saem do Cenáculo apenas em 11. Judas não voltou. Descem o Monte Sião. Cruzam o Vale do Cedrom. Entram no Getsâmani. Era noite. Dos 11 que o acompanham, 8 estão ficando para trás. E parece que por ordem dele: “Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar.”
5. Continua Jesus caminhando, mas agora, somente com 3. A angústia toma conta de sua alma. A morte, o salário do pecado, o acossa. “A minha alma está profundamente triste até a morte”.
6. Os 3 ficam também para trás. Ele agora segue sozinho. Ajoelhou-se o Senhor do céu e da terra. Ajoelhou-se o Rei do Universo. Ajoelhou-se o Deus encarnado.
Prostrou-se com o rosto em terra – humilhou-se.
Ora intensamente, numa luta de sangrento suor.
O anjo de Deus vem consolá-lo.
Judas capitaneia a súcia, a turba maligna.
Os inimigos caem. Cristo se entrega voluntariamente.
II. AS MENSAGENS DO VALE DA DOR
1. No Vale da dor enfrentamos profunda tristeza – v. 38 
No Getsêmani da vida você terá tristeza. Sim, se Cristo passou pelo Vale da Dor, nós também passaremos. Vida Cristã é um vale de lágrimas. Temos alegria do céu, mas cruzamos também os vales da dor. Passamos por desertos esbraseantes, por ondas revoltas, por ventos contrários, por rios caudalosos, por fornalhas ardentes.
Jesus também teve tristeza e não foi só no Getsêmani:
a) Ficou triste com a morte do seu amigo Lázaro – e essa tristeza levou-o também a chorar. Quantas vezes você já ficou triste e chorou pela morte de um amigo, de um ente-querido?
b) Ficou triste e chorou sobre a cidade de Jerusalém – Jesus chorou ao contemplar a impenitente cidade de Jerusalém, assassina de profetas, rebelde. Ele disse: “Jerusalém, Jerusalém, que mata os profetas e apedrejas os que te foram enviados, quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus filhotes, mas tu não o quisestes”. Quantas vezes você já chorou por um parente ou amigo que se recusou a crer em Cristo até a hora da morte?
c) Ficou triste no Getsêmani – Agora, entre a ramagem soturna das oliveiras, sob o clima denso da trama, e peso da cruz Jesus declara: “A minha alma está profundamente tirste até a morte”.
d) Por que Jesus estava triste?
1) Era porque sabia que Judas estava se aproximando com a turba assassina?
2) Era porque estava dolorosamente consciente de que Pedro o negaria?
3) Era porque sabia que o Sinédrio o condenaria?
4) Era porque sabia que Pilatos o sentenciaria.
5) Era porque sabia que o povo gritaria infrene: Crucifica-o?
6) Era porque sabia que o povo escolheria a Barrabás e o condenaria?
7) Era porque sabia que seria açoitado, cuspido e humilhado pelos soldados romanos?
8) Era porque sabia que os seus discípulos o abandonariam na hora da morte? NÃO!!!
A tristeza de Cristo era porque sua alma pura, estava recebendo toda a carga de todos os nossos pecados. Na cruz Deus escondeu o rosto do seu Filho. Ali ele foi feito pecado e maldição. Ali ele clamou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
Até o sol escondeu o rosto de Jesus, e as trevas cobriram a terra.
Jesus foi traspassado, moído. Na cruz ele desceu ao Hades.
Ali ele entristeceu-se porque sorveu sozinho o cálice da ira de Deus. Só pagou o preço da nossa redenção. Sofreu só, sangrou só, só morreu!
Como você tem enfrentado o seu vale de dor, o seu Getsêmani?
2. O vale da solidão- v. 39
No Getsêmani da vida, no vale da dor, muitas vezes, você sofrerá sozinho.
Nesta hora Jesus buscou dois refúgios: a solidariedade humana e a vontade divina. Na solidão precisamos de a) Comunhão Humana; b) Comunhão com Deus. Jesus pediu a presença dos 3 discípulos com ele. Jesus não pede nada, nem quer ouvir nada deles, mas pede a presença deles. Paulo também prediu que Timóteo fosse ter com ele e levasse João Marcos. Na hora da solidão, precisamos de gente e precisamos de Deus!
a) Muita gente há havia abandonado a Jesus (Jo 6:66).
b) Seus discípulos o iam abandonar agora (Mt 26:56).
c) Pior de tudo, na cruz ia gritar: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” – As multidões o deixaram. Os discípulos o deixaram. Agora é desamparado pelo próprio Pai.
d) Muitas coisas disse Jesus às multidões. Quando porém, falou de um traidor, foi apenas para os 12. E únicamente para 3 desses 12 é que ele disse: “A minha alma está profundamente triste até à morte”. E por fim, quando começou a suar sangue, estava completamente sozinho.
e) Quando Paulo estava no seu Getsêmani, na prisão romana, à beira do martírio, disse: “Todos me abandonaram. Na minha primeira defesa ninguém foi ao meu favor. Mas ali viu sua coroa.
f) Quando João foi exilado na Ilha de Patmos, passou pelo seu Getsêmani sozinho, mas ali Deus lhe abriu a porta do céu.
g) Quando Jó foi abandonado pela sua mulher, e acusado pelos seus amigos, pode ver a Deus face a face.
h) Como você tem enfrentado a sua solidão?
3. O vale da oração – v. 39,42,44
Quando passamos pelo Vale da dor, muitos murmuram, outros se desesperam, outros deixam de orar, outros deixam de ler a Bíblia, outros abandonam a igreja, outros se revoltam contra Deus.
Nas provas devemos aprender a orar como Jesus. Sua oração foi marcada por 5 características:
1) Humilhação – Ele, o Deus eterno, está de joelhos. Ele, o criador do universo, está com o rosto em terra, suando sangue. Como não deveríamos estar quando também atravessamos o vale da dor?
2) Intensidade (Lc 22:44) – Jesus enfrentou a maior batalha da sua vida em oração. A batalha foi tão intensa que Jesus começou a suar sangue. Foi uma oração de guerra. Ele se agonizou em oração.
3) Perseverança – Ele orou 3 vezes e progressivamente.
4) Vigilância (v. 41) – Jesus alertou os discípulos para vigiar e orar. Porque não vigiaram: 1) Dormiram na batalha; 2) Pedro negou Jesus; 3) Os discípulos fugiram; 4) Pedro cortou a orelha de Malco; 5) Não sabiam o que responder a Jesus? Seus olhos estavam carregados de sono, porque seus corações estavam vazios de oração.
5) Submissão (v. 39,42,44) – A oração não é que a vontade do homem seja feita no céu, mas para que a vontade de Deus seja feita na terra. Porque Jesus orou teve coragem para enfrentar a turba, a prisão, os açoites, a cruz, a morte. Sem oração você foge como os discípulos (v. 56). “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Mas se orar, o bicho foge”.
Muitos se desesperam quando cruzam o vale da dor, mas Cristo caiu de joelhos e orou e na oração prevaleceu. E você, tem se rendido a Deus? Tem se colocado de joelhos, dizendo: “eu me rendo Senhor, seja feita a tua vontade Senhor”.
Marcos 14:36 diz que Jesus começou sua oração, dizendo: “Aba, Pai”. Era a palavra que uma criancinha usava para se dirigir ao seu Pai. Jesus se dirige a Deus, sabendo que ele é Pai, digno de toda confiança. O que nos livra da tentação é saber que no vale da dor: Deus é bom e ele é o nosso Pai.
4. O vale da Consolação (Lc 22:43) 
Deus nos consola nos dando livramento da prova, ou nos dando poder para vencer as provas.
a) Paulo ora 3 vezes pedindo cura do espinho na carne, mas Deus lhe diz: “A minha graça te basta, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”.
b) Tiago diz que devemos ter por motivo de toda a alegria, o passarmos por diversas tribulações (Tg 1:2-4).
c) No Getsêmani da vida, Deus o consolará: “E apareceu-lhe um anjo do céu que o confortava”.
d) Jesus não encontrou pleno conforto nos seus discípulos, pois a vigília da solidariedade tinha se transformado no sono da fuga. Mas quando Jesus buscou a face do Pai, um anjo desceu do céu para confortá-lo. Porque os amigos mais solidários falharam, ele ficou solitário com o Pai e foi consolado.
e) Agora o sofredor manchado de sangue é consolado por um anjo do céu. Depois que travou a mais sangrenta batalha da história. Depois que aceitou sorver sozinho o cálice da ira de Deus. Depois que se dispôs a carregar o lenho maldito. Depois que se dispôs a se tornar maldição por nós. Depois que desafiou o inferno e seus demônios, foi consolado!
f) Deus nunca abandona os seus no vale da dor, no Getsêmani da vida. Ele é o Deus e Pai de toda consolação.
1) Os amigos de Daniel – No Getsêmani da fornalha foram consolados pelo anjo do Senhor.
2) Pedro na prisão – ia ser morto no dia seguinte, mas o anjo do Senhor o levantou, o guiou, o livrou, o consolou.
3) Paulo no naufrágio – Passou 14 dias na voragem do mar. Tempestade convulsiva. Todos haviam perdido a esperança. Mas Deuse enviou seu anjo para confortar a Paulo e lhe garantiu a vitória.
4) Você tem sentido a consolação de Deus?
CONCLUSÃO 
1) Como foi que Jesus entrou no Getsêmani da sua vida? Profundamente angustiado, abatido e cheio de tristeza.
2) Como foi que saiu? Tão fortalecido e vitorioso que bastou somente uma palavra sua para fazer seus inimigos recuarem, caindo todos por terra. Jesus não foi preso, ele se entregou. Ele se deu. Ele morreu. Ele ressuscitou. Ele venceu. Ele está conosco. Ele nos consola, nos guia, nos leva para a Casa do Pai.
Hernandes Dias Lopes